terça-feira, 5 de julho de 2016

Tendências cosméticas 2016: Parabéns para nós!

Compartilhe:

Mulher com os cabelos presos maquia-se em frente a um espelho de bancada redondo.

Quem nunca ouviu falar das técnicas da Lorraine Massey (apelidadas de No Poo e Low Poo aqui no Brasil), certamente tem ficado confuso ao entrar em lojas de cosméticos nos últimos tempos.

Termos comuns para nossas rotinas capilares podem ser "novidade" para muitos e as prateleiras vem se enchendo destes termos.

As palavras cowash, low poo e no poo aparecem com mais ou menos destaque nas embalagens, mesmo na eminência de processos judiciais (pois os dois últimos são termos patenteados pela Deva).

Outras expressões como "sem sulfato", "sem silicones", "sem petrolatos" invadem os rótulos e as prateleiras das perfumarias. Alguém já parou para pensar o porquê?

O Neologismo petrolato foi discutido no texto Derivados de petróleo fazem "mal" ao cabelo?

Mudanças no mercado de cosméticos


Uma pesquisa recente¹, divulgada pela Gerente de Projetos da Factor-Kline, Elaine Gerchon, mostra tendências que afetarão o mercado de ingredientes cosméticos já em 2016.

O grupo Kline é uma grande empresa de consultoria de gestão e pesquisa estratégica de mercado que trabalha em várias áreas incluindo materiais de consumo e químicos e materiais.

Entre as tendências destacadas por Elaine, encontram-se algumas bastante coerentes com nossa forma de consumir. Veja algumas delas abaixo:

Os produtos multifuncionais estão em alta

Canivete Suiço aberto mostrando lâmina, lixa e tesoura


Tendo como principal motivo a correria do dia-a-dia, os multifuncionais ganham popularidade.

No documento divulgado não são apontados produtos capilares multifuncionais. Entretanto, sabemos que tendências costumam se espalhar e se algo é tendência nos cosméticos faciais hoje, pode ser a realidade de outros produtos no futuro.

Eficiente e moderado – a receita campeã  

Vidro com óleo e tampa de rolha rodeado de pequenos brotos de plantas sobre tecido rústico branco


Os consumidores querem o melhor de dois mundos. Querem produtos suaves que não deixem de fazer bem o seu trabalho.

Neste ponto da pesquisa se divulga textualmente que nos cuidados capilares os formuladores tendem a utilizar ingredientes mais suaves.

Fala-se então do uso de tensoativos aniônicos livres de sulfato ao invés dos sulfatos evitados no Low Poo e No Poo.

O mesmo acontece em relação aos conservantes como o triclosan, os parabenos e os liberadores de formol, cuja tendência é de serem substituídos por alternativas menos nocivas.

PARABENOS: Fazem mal? Dá câncer? Provoca Alergia? É um desregulador endócrino? Mimetiza o estrogênio? Penetra no corpo através da pele? Faz mal pro meio ambiente? Descubra neste link.

O desafio Natural

Barra de sabonete artesanal lilás com pequenas sementes. marca em baixo relevo mostra que o mesmo é de lavanda.


Apesar de no movimento Curly Girl brasileiro não haver tanta preocupação em relação à formulação botânica dos cosméticos utilizados, mundo afora essa exigência é muito grande.

Isso empurra o mercado em busca de soluções para tornar nossos cosméticos mais naturais.


Sim às plantas, não aos animais 

Ilustração: O texto "I am vegan" escrito com grama de onde saem flores e insetos.


Para a alegria dos veganos o mercado está atento, também, às mudanças em relação à origem dos ingredientes cosméticos.

Os consumidores têm se mostrado cada vez mais conscientes em relação aos testes de cosméticos em animais.

O mesmo ocorre - em menor escala - em relação aos ingredientes de produtos de  beleza que têm origem animal.

Isso faz com que os clientes se voltem para empresas mais ecológicas, sustentáveis, éticas e socialmente responsáveis. Que bom!

Mas... o que eu tenho a ver com isso?


Quando vamos ao supermercado e escolhemos o produto X - que não tem sulfato, silicones e petrolatos - ao invés do produto Y - que está cheio deles - pode não parecer que isso faça diferença para nenhuma para as marcas.

Entretanto, quando há uma preferência significativa (várias vezes o número de "um" consumidor") pelo produto X, a marca Y vai tentar entender o que está fazendo errado, e as pesquisas de mercado trazem à tona os motivos pelos quais a marca X ganhou a preferência de quem compra.

Acreditamos que foi assim que passamos a influenciar o mercado aqui no Brasil.

Aqui falamos dos aspectos sociais associados ao Low / No Poo.

Há não muito tempo atrás, produtos para No Poo e Low Poo precisavam ser garimpados. Vivíamos a fase em que as empresas se orgulhavam de estampar em seus rótulos a palavra "com": com silicone, com vaselina...

Algumas marcas (principalmente nos últimos 18-24 meses), atentas ao mercado e menos resistentes, passaram a desenvolver produtos para quem faz No Poo e Low Poo, e aparentemente a palavra de ordem agora é "sem": sem sulfato, sem parabenos...

As empresas passaram a sentir no bolso (e nos seus canais de atendimento, porque - fazendo um mea culpa - muita gente encheu o saco de muito SAC) que seus produtos eram inadequados a alguns de seus clientes e é isso que os obriga a mudar.

Somos como formiguinhas


ramo de um planta é escalado por três formigas


Fica fácil perceber que quando estamos juntos em uma causa, temos mais força.

Por isso, mesmo sendo tão distintos, podemos fazer a diferença, quando buscamos algo juntos.

Nas Palavras de Khalil Gibran²: Meu caminho não é o teu caminho. Contudo juntos marchamos, de mãos dadas.

Nós já estamos todos juntinhos aqui, e você? Está esperando o que para se juntar a nós?

__________
² Gibran, K. G. (1977). O louco. Artes Gráficas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...