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sábado, 21 de agosto de 2021

Qual a língua utilizada em composições de cosméticos?

Qual a língua utilizada em composições de cosméticos

Que língua estranha é essa usada nos rótulos de cosméticos para a pele e cabelos?




Se você já leu a lista de ingredientes em rótulos de cosméticos, deve ter se deparado com expressões estranhas como "Cetearyl Alcohol", "Behentrimonium Chloride" e "Cocamidopropyl Betaine".

Que língua é essa usada na transcrição de composições de produtos capilares e de skincare?

O post de hoje vai falar um pouco a respeito do INCI, esse formato usado para se referir à ingredientes cosméticos nas embalagens de produtos de maquiagem, higiene e beleza.

Por que usamos essa nomenclatura e quais são as vantagens dessa forma de referência?

Vem conferir com a gente que vamos te contar tim-tim por tim-tim o que essas palavras difíceis estão fazendo nos seus produtos.



Por que essa frescura de não colocar os ingredientes em português?


Já vi, em outros espaços, usarem o argumento "Se você não consegue pronunciar o nome do ingrediente, ele certamente não faz bem para você".

Apesar de ser um gatilho de marketing interessante, a frase não poderia estar mais longe da verdade.

Isso porque a "língua" usada na lista de ingredientes de cosméticos é uma tentativa de universalizar os nomes destas substâncias.

O nome dessa "língua" é INCI (International Nomenclature of Cosmetic Ingredients), e, diferente do que muitas pessoas pensam, não é inglês, e sim uma nomenclatura inventada para cosméticos.

O objetivo do uso dessa nomenclatura é facilitar o acesso global às informações dos ingredientes.

Assim, quem tem alergia (ou evita determinados ingredientes como no Low Poo e No Poo), e consegue identificar os ingredientes que não usa aqui no Brasil, consegue identificar os mesmos ingredientes em diversos lugares do mundo, sem muito esforço.

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê? Vem saber a verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo.

Não seria mais fácil se os ingredientes estivessem em português?


Às vezes, algumas pessoas perguntam se a vida não ficaria mais fácil se a lista de ingredientes fosse impressa em português.

Mas será que é realmente mais fácil ou isso é só uma ilusão. A maioria dos nomes usados nas composições continuaria super-estranho, mesmo em português.

Usando os três exemplos do início desse post fica fácil ver que em português a vida continua tão complicada quanto: Cetearyl Alcohol vira Álcool Cetearílico, Behentrimonium Chloride seria Cloreto de Berrentrimônio e Cocamidopropyl Betaine se chama Cocamidopropil Betaína.

Mas, quem achou os nomes mais simples de identificar em português pode comemorar pois em 2020 foi aprovada RDC da Anvisa que prevê a inclusão da lista de ingredientes em português (além do padrão INCI).

A mudança poderá ser feita nos próximos anos, então, aos poucos, o novo formato já começa a aparecer nos rótulos das novidades.

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Algumas dicas: Como identificar óleos, manteigas e extratos vegetais na nomeneclatura INCI


Os ingredientes que as pessoas costumam ter mais curiosidade de identificar nas composições são os óleos, as manteigas e os extratos vegetais.

Não é difícil, é só procurar 3 palavrinhas chave no INCI:

Como identificar óleos, manteigas e extratos em composições de cosméticos



  1. Oil: é com essa palavrinha que localizamos os óleos da fórmula.
  2. Butter: é essa a expressão que identifica as manteigas
  3. Extract: é como achamos os extratos

As duas palavras que aparecerem no início da frase terminada com oil, butter ou extract são o nome científico da planta (em latim).

Aí é só jogar essas duas palavrinhas no Google para descobrir que planta é. Olha os exemplos:

  1. Cocos Nucifera Oil: óleo de coco
  2. Theobroma Cacao Seed Butter: manteiga de cacau
  3. Vitis Vinifera Seed Extract: extrato de uva

Com essas três expressões você consegue identificar óleos, manteigas e extratos de forma ainda mais fácil.

Temos um módulo especial no Limpoo, nosso curso sobre Low Poo e No Poo com a Liga das Crespas e Cacheadas, sobre composição com várias dessas dicas de como encontrar pistas de alguns grupos de ingredientes, é muito divertido!

Já sabia em que língua estão escritos os ingredientes dos seus cosméticos? Gostou da dica para procurar os ingredientes naturais?

Então compartilha esse post e deixa seu comentário aqui embaixo contando tudo para a gente.

Interaja conosco na sua rede social favorita! Segue a gente:

sábado, 17 de julho de 2021

A verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo

Limpeza 100% - A verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo no Low Poo

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê?




Para que você usa shampoo?

Usamos essa pergunta, recentemente, na Mentoria 360, porque percebemos uma "falha" na lógica que muitas pessoas usam ao fazer Low Poo e No Poo.

Nossa mentoranda cuidava dos cabelos fazendo a técnica do Low Poo, mas com uma lógica inadequada.

Hoje, vamos falar justamente desse erro comum em muitas lowpoozeiras (e algumas pessoas que fazem No Poo, também).

Estamos falando da ideia (equivocada), de que toda a lavagem deve livrar o cabelo de 100% do que foi depositado anteriormente nos fios.

Na verdade, o shampoo não precisa limpar tudo, e para explicar diretinho porque a lógica da limpeza 100% está incorreta (ou melhor, desalinhada com o propósito das técnicas Low Poo e No Poo e incompatível com as tecnologias mais recentes), vamos abordar os seguintes temas:

  1. Por que Low Poo e No Poo "salvam" cabelos, mesmo bastante danificados
  2. No que deveria consistir a higienização dos cabelos
  3. Tecnologias de tratamento resistentes à lavagem
  4. Excesso de Limpeza: pode dar ruim?
  5. Quanto de limpeza meu cabelo precisa? 100% é muito?

Vem com a gente conferir todos os pontos dessa discussão para entender por que a sua rotina capilar não precisa ser baseada em uma ideia de limpeza 100%



Por que as técnicas Low Poo e No Poo salvam muitos cabelos?


O pulo-do-gato que levou Lorraine Massey a escrever o Manual da Garota Cacheada,¹ foi a percepção de que os próprios cabelos ficavam ressecados e sem forma após a lavagem com shampoos tradicionais.

A partir de experiências, ela encontra outras formas de manter o couro cabeludo limpo, sem a necessidade de uso constante de shampoo, mantendo um pouco da oleosidade natural dos fios por considerá-la benéfica para os cabelos.

O Curly Girl Method (CGM) de Lorraine não sobreviveu à tropicália, e o Brasil criou duas novas técnicas de cuidados: o Low Poo e o No Poo.

No centro destas formas de cuidado, reside uma lógica norteadora: o shampoo tradicional (aquele com sulfatos) pode danificar o cabelo e o segredo do cabelo bonito está em fugir dessa limpeza extrema.

O dito popular já nos aconselha: prevenir é melhor que remediar.

No Limpoo, nosso curso sobre Low Poo e No Poo com a Liga das Crespas e Cacheadas, costumamos dar uma torção nesse ditado afirmando: "não danificar também é tratar".

Agora que já entendemos a lógica por trás do Low Poo e No Poo, podemos pensar no quanto a ideia de limpeza 100% é incompatível com estas técnicas.

Você sabia que Lorraine Massey não inventou o Low Poo? Entenda.

Higienizando a sujeira, limpando o excesso


Lembra da mentoranda lá da Mentoria 360 que a gente citou lá no início do texto? O erro que ela estava cometendo cabe exatamente aqui, nessa seção da nossa discussão.

Como muitas pessoas que fazem Low Poo, ela também achava que o ciclo de cuidados se desenvolvia da seguinte forma:

  • Lavar 100%: sem deixar nenhum resquício de nada nos fios;
  • Tratar: condicionando e hidratando, nutrindo ou reconstruindo;
  • Finalizar: desembaraçando e modelando;
  • Lavar 100%: sem deixar nenhum resquício de nada nos fios;
  • Tratar: condicionando e hidratando, nutrindo ou reconstruindo;
  • Finalizar: desembaraçando e modelando;
  • (e assim sucessivamente)

Desde muito cedo, o Low Poo e No Poo se apoiaram em técnicas suaves de limpeza. Este tipo de higienização não pode ser compatível com uma limpeza 100%.

A ideia é que os fios sejam suficientemente higienizados. Que a sujeira seja removida e o excesso de ingredientes de tratamento e finalização seja retirado.

A sujeira a ser removida é composta do excesso de sebo produzido pelo nosso couro cabeludo, poeira e outras partículas do ambiente.

O excesso de substâncias têm a ver com ingredientes que não foram nem absorvidos e nem adsorvidos pelo cabelo e estão precisando só de um "incentivo" para serem retirados do fio.



Novas tecnologias: tratamentos resistentes à lavagem


Sabemos que as hastes dos cabelos são compostas material morto, incapaz de se regenerar.

Os tratamentos capilares ajudam a suprir, temporariamente, as necessidades que os cabelos enfrentam por conta dos danos que já acumularam. Mas, a palavra chave dessa frase, veja bem, é "temporariamente".

Com a modernização dos tratamentos capilares, a indústria cosmética busca oferecer soluções cada vez mais duráveis.

Isso implica no aprimoramento de duas tecnologias em especial.

A primeira é em relação à resistência à lavagem. A adsorção de ingredientes é tema importante nos materiais de divulgação de insumos cosméticos, e cada vez mais, vemos esses claims de resistência a diversas lavagens em agentes condicionantes e silicones.²

A segunda tem a ver com tecnologias que diminuem o acúmulo de resíduos no cabelo, como a presença de grupos amina que impedem a deposição de agentes condicionantes e silicones sobre si mesmos.

Isso garante condicionamento e proteção extra contra danos cotidianos de forma mais duradoura e eficiente.

Os tratamentos, entretanto, nunca são definitivos e, a medida em que se vai lavando os cabelos, eles vão se perdendo.

O shampoo não precisa limpar tudo (100%) e, cada vez mais, espera-se que as tecnologias de condicionamento e tratamento resistam a consecutivas lavagens.


Excessos: Antirresíduos antes das etapas do Cronograma Capilar


O problema da mentalidade da limpeza 100% é que se desenvolve uma tendência de que ela se torne cada vez mais obsessiva.

Sabemos que existem grupos e pessoas que sugerem o uso de shampoos antirresíduos antes de cada etapa do cronograma capilar. Para quem faz 3 tratamentos na semana, são aproximadamente 12 aplicações de antirresíduos em um mês.

Isso é muito, é demais... mesmo!

Os ingredientes com capacidade de absorção pelos fios (como óleos vegetais saturados, umectantes e proteínas suficientemente pequenas) não precisam de cabelos cantando de limpos para agirem nos fios.

Já os agentes condicionantes mais modernos se ligam apenas às partes "expostas" do cabelo e, em especial, às porções mais danificadas dos fios.

Você não precisa "arrancar" o agente condicionante (ou silicone) que já está no fio para colocar outro igualzinho no lugar, manter o primeiro é tão eficaz quanto substituí-lo por outro, sem risco de agressão extra.



Se 100% é muito, quanto de limpeza meu cabelo precisa?


Falamos, até agora, de diversos motivos pelos quais o cabelo não precisa de uma limpeza 100%: suavidade, limpeza de sujeira e excessos, tecnologia benéficas resistentes à lavagem e, especialmente, a prevenção de danos.

Lembra do lema do Limpoo? Não danificar também é tratar!

Mas outro ponto especial do Limpoo, e de todos os cursos da Liga das Crespas e Cacheadas, consiste na ideia de que não existe receita idêntica para todo mundo.

Da mesma forma, a quantidade de limpeza será super-individualizada e você descobrirá testando frequência e intensidade de lavagens.

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Referências


¹ Bender, M. ; Massey, L. & Chiel, D. (2011). Curly Girl: The Handbook. Workman Publishing Company.
² Momentive. (2017). Agente condicionante Silsoft* CLX-E. https://www.momentive.com/pt-BR/categories/emulsions/silsoft-clx-e/#

sábado, 12 de junho de 2021

5 Motivos pelos quais as pessoas desistem do Low Poo | O Low Poo está morrendo?

Low Poo e No Poo - Po que as pessoas desistem - Descubra o Limpoo - o primeiro curso online do Brasil sobre as técnicas Low Poo e No Poo

Low Poo faz mal? 5 Motivos pelos quais as pessoas desistem de fazer Low Poo e No Poo




Nos últimos meses, temos observado uma tendência, tanto em vídeos no Youtube, quanto em espaços de interação entre praticantes de Low Poo e No Poo.

O que antes era pouco comum, começou a chamar a nossa atenção: pessoas desistindo das técnicas Low Poo e No Poo.

Produtoras de conteúdo, de todos os tamanhos, já fizeram vídeos explicando por que não fazem mais as técnicas.

Destes materiais, o que causou mais impacto, recentemente, é o da brilhosa Carol Kyoko, mas, antes dela, outras criadoras já haviam feito vídeos nesse sentido, incluindo: Thayna Karolayne, Bruna Caixeiro, Monalisa Nunes e Luci Gonçalves.


Somando estes vídeos aos relatos que encontramos em outros lugares, resolvemos escrever esse post com experiências negativas com estas técnicas.

Será que Low Poo e No Poo são um barco furado? Será que o Low Poo foi um "febre" e agora vai passar?

Hoje, vamos discutir alguns pontos importantes a respeito de Low Poo e No Poo, listando alguns dos motivos pelos quais as pessoas desistem das técnicas e por que achamos que o Low Poo está morrendo.



1) Desisti do Low Poo porque meu cabelo estava estranho, sem brilho, sem day after...


Um dos pontos comuns para desistir das técnicas Low Poo e No Poo está em algumas mudanças que os fios parecem sofrer depois de um período usando liberados.

Alguns relatos de desistência falam de uma sensação estranha nos fios, uma aparência sem forma, opaca e áspera.

Esse efeito tem nome e sobrenome, chama-se build up (mas costumamos chamá-lo, em português, de acumulo de resíduos no cabelo).

Agentes condicionantes e formadores de filme podem se acumular em excesso nos fios, inclusive de quem não faz Low Poo e No Poo, por isso é bom ficar atento aos sinais desse problema.

Uma rotina de cuidados personalizada e equilibrada deve contemplar momentos de limpeza-extra, para se livrar de qualquer excesso de produtos que se prendem aos fios.

É 100% possível manter uma rotina livre de sulfatos sem sofrer com build up, incluindo produtos com detergentes mais eficazes e limpezas profundas eventuais, quando houver necessidade.


2) Tinha vontade de usar um proibido e me sentia culpada, neurótica e refém dos liberados


Fazer Low Poo e No Poo não pode virar uma fonte de sofrimento.

Estas rotinas entram na vida da gente para diminuir o ressecamento que shampoos tradicionais podem causar.

É importante que nossa atitude diante de qualquer técnica seja essa: de que elas são ferramentas ao nosso dispor e não regras inquebráveis às quais estamos amarradas para sempre.

Quando começamos a desenhar o Limpoo, nosso curso sobre Low Poo e No Poo com a Liga das Crespas e Cacheadas, decidimos que nossa abordagem seria justamente o oposto da tradicional.

Ao invés de martelar regras e proibições, focaríamos na desconstrução de diversos mitos e reforço da ideia de que as técnicas são ferramentas a serem adaptadas às necessidades individuais de cada aluna.

Assim, a relação com No Poo e Low Poo fica muito mais leve, sem olhar para os ingredientes proibidos como inimigos mortais, entendendo que para tudo existe lugar e tempo.

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3) Tentei fazer Low Poo, mas meu cabelo ama silicone! Por isso desisti...


Muitas pessoas, em especial quem tem cabelos descoloridos, se dão muito bem com silicones.

Estas substâncias são proibidas no Curly Girl Method e na técnica No Poo - mas não são proibidos para quem faz Low Poo.

Muitas pessoas confundem o Curly Girl Method com o Low Poo, e acham que silicones e parabenos são proibidos para a técnica, mas não são.

Quem usa shampoo, mesmo que seja liberado, pode usar silicones sem problemas e, em muitos casos, é até importante que use - para proteger os fios e diminuir a porosidade excessiva, por exemplo.

É a técnica que deve ser adequada aos seus cabelos e não o contrário.

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê? Vem saber a verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo.

4) Não quero usar só produtos baratinhos, e as linhas liberadas não são profissionais, por isso não faço mais Low Poo


É difícil quando dependemos da indicação da marca para saber se um produto é liberado ou não.

Na verdade, aqui no Cabeleira em Pé, a gente desestimula ao máximo que você se oriente por essas inscrições de rótulos, já que elas nem sempre estão corretas.

O ideal é que você aprenda a ler as composições e, com isso, ganhe autonomia para descobrir produtos liberados de todos os tipos: nacionais, importados, baratinhos, profissionais ou de luxo.

Existem liberados (e "proibidos") em todos nichos de mercado, é só saber ler as composições para identificar.

O mesmo vale para uma fala bastante comum de que existem poucos produtos liberados para quem faz No Poo. No levantamento de lançamentos de 2020 (veja bem, no período de apenas um ano), descobrimos mais de 150 produtos liberados para No Poo - é alternativa para caramba, não é?



5) Quando comecei o Low Poo, virei a doida dos cremes... saí comprando tudo que indicavam e não quero ser consumista, então resolvi abandonar as técnicas


Lembra que a gente falou do curso Limpoo, antes? Vou usar outro exemplo da nossa abordagem que cabe direitinho nesse contexto de consumo.

Uma das primeiras dicas que a gente dá é para que nossas alunas não comprem nada.

Isso porque é preciso entender as ferramentas antes de usá-las na prática.

Depois de ganhar um pouco de autonomia, a primeira prateleira que a gente consulta não é a da perfumaria, nem da farmácia e nem a do supermercado.

A primeira prateleira que a gente procura liberados é a prateleira de casa. Podemos garantir para você que sempre se encontram liberados entre os produtos que você já tem em casa, é só saber identificar.

Link Afiliado LCCMITOS:

O Low Poo está morrendo, mesmo! - Entenda por que isso é bom




O Low Poo e o No Poo ganharam muito espaço nos últimos anos e, aos poucos, os conhecimentos adquiridos por quem estuda e pratica estas técnicas podem se transformar em algo diferente.

A forma obsessiva e hiper-regrada de fazer estas técnicas pode estar morrendo - e isso não é, necessariamente, ruim.

Quando se entra nestas técnicas através de uma abordagem mais clássica, tudo se resume a "isso pode" e "isso não pode"; liberados e proibidos; faz bem para o cabelo ou faz mal para o cabelos; é tratamento ou é "maquiagem"; etc.

Mas, quando a pessoa se aprofunda e começa a entender os motivos por trás dos "liberados" e "proibidos", a lógica do Low Poo pode ser aplicada a uma rotina personalizada de cuidados, que não vilaniza nenhum ingrediente e entende que apesar de serem chamados de "proibidos" - eles podem ser, eventualmente, usados da forma correta.

Você pode entrar hoje na técnica Low Poo (ou No Poo) seguindo um método tradicional, aprendendo um montão de regras em posts, tabelas e vídeos na internet e depois ir desaprendendo algumas dessas imposições para que sua rotina faça sentido no seu dia-a-dia.

Mas, você pode chegar no resultado final de uma forma muito mais rápida: aprendendo, desde o início, com um olhar crítico.

Com a ajuda da Diana da Liga das Crespas e Cacheadas, desenhamos um curso chamado Limpoo, onde você aprende, desde a primeira aula, os porquês das "regrinhas" e como fazer para quebrá-las (eventualmente) sem peso na consciência e com o mínimo de dano.

O curso tem aulas ao vivo, ministradas pela Diana, fruto de horas e mais horas de trabalho com a equipe Cabeleira em Pé, para uma abordagem mais leve, inteligente e sem neuras das rotinas Low Poo e No Poo.

  • No Limpoo você entende, desde o começo, que a limpeza é um fator importantíssimo da sua rotina, com dicas importantes sobre como evitar e tratar o build up;
  • Você também encontra um espaço que estimula a visão crítica e sem culpa de "liberados" e "proibidos";
  • O conhecimento dos ingredientes oferece autonomia para identificar produtos liberados que você já tem;
  • Essas mesmas lições te ajudam a identificar linhas profissionais ou opções de farmácia e supermercado baratinhas, dando ferramentas para você encontrar as alternativas Low Poo e No Poo ideais para o seu cabelo e/ou o seu bolso;

Se você está em busca de uma forma de cuidar dos cabelos que contemple todas essas características e ainda te ajude a diminuir o ressecamento e acelerar os resultados da sua rotina de cuidados capilares: o Limpoo é a solução.

Não danificar também é tratar! Venha entender como colocar essa lógica em prática com o Cabelê e a Liga no Limpoo, o primeiro curso online do Brasil sobre as técnicas de Low Poo e No Poo.

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terça-feira, 25 de maio de 2021

Build up | Por que acontece? | Como tratar? | Acúmulo de resíduos no cabelo

Build up - como tratar este problema

Acúmulo de resíduos no Cabelo: Por que as substâncias se depositam em excesso nos fios e como lidar com o problema do build up




Se você chegou aqui, provavelmente já leu o post introdutório sobre build up aqui no Cabeleira em Pé.

Chegou a hora da gente discutir aspectos mais técnicos sobre o build up e descobrir como lidar com o acúmulo de resíduos no cabelo.

Ninguém está livre da deposição excessiva de agentes condicionantes nos fios e esse é um problema que não afeta exclusivamente quem faz Low Poo e No Poo.

Mesmo quem usa shampoo com sulfato pode ter problemas com build up de substâncias como silicones e polyquaterniuns,³ por exemplo.

Mas, por que estas substâncias se ligam dessa forma aos fios? Qual a diferença entre deposição e acúmulo? Existem agentes condicionantes que não fazem build up? Como faço para me livrar do build up que se formou no meu cabelo?

Segue com a gente que hoje é dia de responder a todas estas perguntas.



Como agentes condicionantes de "grudam" nos cabelos?


Adsorção de ingredientes aos fios de cabelo - nem sempre é build up

Você já parou para pensar que, mesmo depois de enxaguar o condicionador dos fios, ele deixa para trás alguma coisa?

O papel dos agentes condicionantes é justamente esse: formar filmes fininhos sobre os fios, através de um processo conhecido como adsorção.

A adsorção ocorre por conta de um fenômeno conhecido como substantividade.

São substantivas, as substâncias com cargas de polos opostos. No caso dos agentes condicionantes, nosso cabelo tem carga aniônica (negativa) e os agentes condicionantes têm, quase sempre, carga catiônica (positiva).⁴

Isso faz com que as cargas se anulem e se forme uma ligação entre o agente condicionante e o fio. Essa ligação é suficientemente forte, a ponto de que a água não consiga "tirar" o agente condicionante do cabelo.

É assim que agentes condicionantes ficam "presos" ao fio. Isso não é ruim.

Mas como ocorre o o build up? De que forma os agentes condicionantes passam a se acumular nos cabelos?



Acúmulo ou sobre-acúmulo? O que é o build-up?


Algumas pessoas acham que não há benefício algum em substâncias que formam filmes em torno dos fios.

Essa postura é baseada em premissas incorretas.

Agentes condicionantes são uma parte muito importante da prevenção de danos capilares, a forma mais inteligente de tratamento que discutimos no Limpoo, nosso curso sobre Low Poo e No Poo coproduzido com a Liga das Crespas e Cacheadas.


Mas, como não existem substâncias 100% benéficas e nem ingredientes 100% maléficos, alguns agentes condicionantes têm uma desvantagem importante: sua estrutura pode levar ao build up.

Sais quaternários de amônia são uma classe de agentes condicionantes que se depositam sobre os fios e, ao longo do tempo, podem se depositar sobre eles mesmos.

Com isso, ao invés de oferecerem as vantagens de desembaraçamento, brilho, maciez e prevenção de danos, estes agentes condicionantes se depositam em camadas sobrepostas sobre as fibras do cabelo, dando aos fios uma aparência e toque desagradáveis, característicos do build up.



Tratamento e prevenção do build up


Se você se identificou com os sintomas do build up e gostaria de saber como fazer para se livrar do excesso de agentes condicionantes que estão depositados nos seus fios, é só prestar atenção ao que vem em seguida.

O coringa para build up é o antirresíduos.

Como o nome sugere, este produto contém agentes destinados à retirada de resíduos dos fios.

Se você preferir, pode evitar os sulfatos fortes. Existem alternativas sem surfactantes agressivos.

Lembre de seguir as instruções da embalagem. Na maioria dos casos, uma aplicação só é suficiente.

Build up - formas de limpeza (co wash, shampoo e antirresíduos com e sem sulfato)

Mas, apesar de parecer necessário uma lavagem super-agressiva, é 100% possível tentar resolver o build up apenas aumentando o poder de limpeza da sua higienização cotidiana, como se subisse uma escada, sem pular degraus e ir de cara para o antirresíduos.

  1. Se você faz co wash: substitua o creme de limpeza por um shampoo sem sulfato por algumas lavagens e se não funcionar suba um degrau de limpeza.
  2. Se você usa shampoo sem sulfato: use um antirresíduos sem sulfato ou um shampoo tradicional e se não funcionar suba um degrau de limpeza;
  3. Se você usa shampoo tradicional: use um antirresíduos.

A ideia central é turbinar o poder de limpeza da sua rotina até normalizar o seu cabelo.

Depois é só voltar à rotina de sua preferência, contemplando momentos de limpeza profunda no seu ciclo de cuidados ou sempre que houver necessidade.


Tem como prevenir o build up?


A tecnologia está aí - muitas vezes - em busca de alternativas mais modernas e eficazes de tratamentos capilares.

A família mais recente de agentes condicionantes usados em produtos capilares - as alquil aminas - tem como uma de suas principais vantagens um poder anti-build-up.

Sua estrutura conta com uma cauda, um "rabinho", chamado grupo amina, que impede que as moléculas da substância se depositem em camadas.

Na prática, quando uma alquilamina está grudada em um pedacinho do cabelo, ela "repele" outras alquil aminas, impedindo o sobre-acúmulo sobre os fios.

Interessante né? Alguns exemplos são a Stearamidopropyl Dimethylamine e a Behenamidopriopyl Dimethylamine.



O Build up é comum? Qual a probabilidade de eu estar com ARC?

Fita durex grudada no cabelo

Estamos sentindo um cheiro de desespero no ar.

Certamente alguns de nós se identificaram com um ou outro dos sintomas do build up e agora estão pensando em formas mais potentes de limpeza.


Isso não quer dizer necessariamente que você esteja com resíduos acumulados nos fios.

O texto da Susan Nichols, um dos materiais usados como fonte de pesquisa no post de hoje, faz uma ressalva: estas substâncias têm o potencial de causarem build up (ARC), nem todo mundo que usa vai passar por essa situação.

O Acúmulo de Resíduos no Cabelo depende de muitos fatores.

Por exemplo, quanto mais danificado o seu cabelo, mais chance você tem de acumular substâncias nos fios (porque a carga "negativa" é maior nas áreas danificadas do cabelo).

Outros fatores levados em consideração são: o tipo de produto que você usa, a concentração dos ingredientes com potencial para ARC, a quantidade de produto que você usa, a frequência das lavagens, quanto você usa de produtos de estilização no day-after, quantos produtos diferentes são usados nas suas rotinas capilares, entre outros.

Se você acha que seu cabelo está sem vida em função de resíduos presos à ele, intensifique a limpeza e ajude ele a se libertar!

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 Referências


¹ Nichols, S. (2010). Chemistry of your hair: What the heck is build-up?. Swift Crafty Monkey Blog.
² Baki, G. & Alexander. K. S. (2015). Introduction to Cosmetic Formulation and Technology. John Wiley & Sons.
³ Cornwell, P. A. (2017). A review of shampoo surfactant technology: Consumer benefits, raw materials and recent developments. International Journal of Cosmetic Science, 16–30. https://doi.org/10.1111/ics.12439
⁴ Draelos, Z. D. (2004). Hair Care: An Illustrated Dermatologic Handbook. CRC Press.

sábado, 8 de maio de 2021

Preciso seguir Low Poo e No Poo para fazer co wash?

Preciso seguir Low Poo e No Poo para fazer co wash

Co Wash: Quem pode fazer?




Quando falamos em co wash, é quase imediata a associação com as técnicas Low Poo e (principalmente) No Poo.

Essa associação se tornou algo tão emaranhado, que muitas pessoas tratam o co wash como uma terceira técnica de cuidados.

Entretanto, apesar de nos referirmos às vezes ao co wash como uma "técnica", não é no sentido de assemelhá-la às rotinas Low Poo e No Poo.

Estas últimas são técnicas de cuidados capilares, já o co wash é uma técnica de limpeza, uma estratégia de higienização suave.

Co wash é uma palavra inventada a partir da junção de duas palavras em inglês: conditioner + wash - e significa lavagem com condicionador.

O co wash (diferente do Low Poo e do No Poo) não é uma invenção brasileira.

Método da Garota Cacheada¹ de Lorraine Massey, por exemplo, já fala da lavagem com condicionador, e o Science of Black Hair² de Audrey Davies-Sivasothy chega a usar o termo "co-washing" algumas vezes.

Você sabia que Lorraine Massey não inventou o Low Poo? Entenda.

Mas, se co wash não é uma técnica em si, e sim uma forma de lavar os cabelos, quem pode fazer co wash?

Será que é necessário seguir Low Poo ou No Poo para lavar os cabelos com condicionador?

O texto de hoje vai responder a essas perguntas e falar um pouco dos produtos adequados para esta forma de higienizar os cabelos e por que o co wash pode ser um aliado na sua rotina de cuidados.

Vamos aprender mais sobre essa estratégia de limpeza?



Qualquer condicionador pode ser usado para Co Wash?


Quando falamos de co wash, não estamos falando de qualquer condicionador de limpeza, estamos falando de cremes e condicionadores com características específicas de formulação, mais precisamente produtos que seguem três regrinhas básicas:
Três regras para fazer co wash


  1. Produtos com enxágue;
  2. Formulados sem "petrolatos"
  3. Composições sem quaisquer silicones

Hoje, é possível encontrar opções de cremes e condicionadores de limpeza formulados para serem compatíveis com co wash, mas é preciso observar as composições, já que nem todos cumprem os três requisitos acima.

Existe ainda a possibilidade de dividir os produtos liberados para co wash em dois grupos: com anfótero e sem anfótero.

"Anfótero" é um apelido usado na comunidade Low Poo e No Poo para se referir a um grupo de substâncias que podem ser usadas para "reforçar" o poder de limpeza dos co washes: os surfactantes anfotéricos.

Produtos sem anfóteros costumam oferecer uma limpeza super-gentil e aqueles com agente de limpeza ganham um plus, mas continuam sendo suaves que shampoos.


Co wash: É só para quem faz Low Poo e No Poo?


Se você gostou da ideia de lavar os cabelos de uma forma mais suave e quer incorporar o co wash na sua rotina de cuidados, vem entender quem pode lavar os cabelos desse jeito.

Se você usa shampoo periodicamente (seja ele liberado para Low Poo ou não), não é necessário mudar nada significativo.

Nos dias em que quiser uma limpeza mais suave (pós treino, pós piscina, dias muito quentes, etc...) é só lavar o cabelo com condicionador adequado conforme o nosso manual de co wash.

Co wash está liberado sem alterações na rotina de cuidados para qualquer pessoa que usa shampoo no cotidiano.

Agora, se sua ideia é usar o co wash como principal forma de limpeza, é recomendável estudar os detalhes da técnica No Poo e adotar o conjunto de regrinhas desta técnica para evitar o acúmulo excessivo de resíduos no cabelo.


Por que o co wash é mais suave que o shampoo?




Um dos pontos mais interessantes de uma higienização através de co wash é a suavidade.

Diferente dos detergentes presentes no shampoo (os surfactantes aniônicos), os detergentes dos condicionadores tem carga positiva (são catiônicos).

Eles funcionam como agentes condicionantes: desembaraçando os cabelos, diminuindo o frizz e neutralizando a carga negativa dos fios.

Estes surfactantes podem se agrupar em micelas, envolvendo a oleosidade, emulsionando a sujeira e facilitando o enxágue, lavando o cabelo sem agredir.

Como é impossível regenerar os fios danificados, é importante ter em mente formas simples de prevenir o dano.

A lavagem com co wash é uma delas.

Você já tentou fazer co wash? Conta aqui nos comentários para a gente como foi a sua experiência.

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê? Vem saber a verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo.

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Referências


¹ Bender, M. ; Massey, L. & Chiel, D. (2011). Curly Girl: The Handbook. Workman Publishing Company
² Davis-Sivasothy, A. (n.d.). The science of black hair : a comprehensive guide to textured hair care.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Lorraine Massey não inventou o Low Poo - Entenda

Diferenças Curly Girl Method (Método da Garota Cacheada - Lorraine Massey), Low Poo, No Poo e Limpoo

Low Poo e No Poo: Invenção Nacional com Influências Gringas




Você provavelmente já ouviu alguém dizendo, com ar professoral "As técnicas Low Poo e No Poo foram criadas por Lorraine Massey, uma cabeleireira cacheada gringa".

A história pode até parecer real, mas essa é uma daquelas lendas urbanas que já se espalharam tanto que é quase uma heresia falar algo diferente disso.

Entretanto, achamos bastante injusto que o legado de Massey seja desvirtuado e que sua principal obra, O Manual da Garota Cacheada, seja usada tantas vezes com citações que não são encontradas em suas páginas.

Apenas para evitar confusão, é importante salientar que existem produtos cosméticos chamados "No Poo" e "Low Poo", produzidos e patenteados pela marca Deva Curl (que já teve participação de Lorraine).

Entretanto, os termos são usados, neste blog e na linguagem corrente com outro sentido, como forma de identificar técnicas capilares específicas onde o shampoo tradicional é substituído por outras formas de higienização

Muitas pessoas acham que as técnicas Low Poo e No Poo foram inventadas pela cabeleireira Lorraine Massey, e hoje vamos mostrar como Low Poo e No Poo são diferentes da técnica descrita no livro da autora inglesa.

Abaixo, vamos explicar os principais pontos do Curly Girl Method, das técnicas Low Poo & No Poo e do curso Limpoo, em que ponto cada um deles é semelhante e diferente dos demais?



O que é Curly Girl Method?


O CGM ou Método da Garota Cacheada é uma técnica (e não duas) de cuidado dos cabelos proposta no livro O Manual da Garota Cacheada¹ - escrito com a ajuda da jornalista Michele Bender.

Nele, a cabeleireira fala a respeito de cuidados com cabelos cacheados baseados na sua própria trajetória e experiência profissional na Europa e nos Estados Unidos.

A autora contraindica o uso de alguns ingredientes (em tom não-proibitivo), não apenas por efeitos estéticos, mas com um forte viés de vilanização de determinadas substâncias, atribuindo malefícios (sem citação de fontes) à uma série de ingredientes - incluindo os parabenos e os silicones.

Para começar o CGM é só ler com calma o Manual, abandonar seus produtos tradicionais, adotar uma rotina com produtos ricos em ingredientes botânicos, passar a usar limpadores suaves e evitar o uso de alguns ingredientes, sugeridos por Massey, sem uma lógica muito clara.


O que são as técnicas Low Poo e No Poo?


Bastante influenciados pelo material de Lorraine Massey, o CGM virou, aqui no Brasil, um verdadeiro Frankenstein - um monstro com vida própria.

Com algumas pequenas partes aproveitadas do Manual da Garota Cacheada e muita, mas muita, coisa nova, as técnicas, criadas de forma conjunta em fóruns e espaços coletivos na internet, se tornaram algo tão único e completo que nem Lorraine as reconheceria.

A primeira grande mudança está no desdobramento de duas técnicas: Low Poo - para quem substitui o shampoo tradicional por alternativas sem sulfato - e o No Poo - onde os shampoos são deixados de lado e outras técnicas de limpeza (como o co wash) ganham espaço.

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê? Vem saber a verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo.

Estas técnicas ganham uma lógica mais clara e listas categóricas de ingredientes "proibidos" para cada uma das técnicas, levando em consideração os ingredientes de limpeza disponíveis em cada técnica.

Há, também, um espírito agregador, já que não há indicação de uso apenas para cabelos cacheados, mas para qualquer pessoa em busca de formas mais delicadas de cuidados capilares.


Limpoo - uma nova técnica?


A Liga das Crespas e Cacheadas tem, em co-produção com o Cabeleira em Pé, um curso chamado Limpoo (cujas turmas já foram encerradas).

Não se trata de um técnica nova, mas de uma forma inteligente, flexível e embasada de aplicar a lógica do Low Poo e No Poo no seu cotidiano, colocando o foco na prevenção dos danos capilares.

Ao invés de se agarrar a uma bandeira específica (naturalismo, veganismo, minimalismo...), temos como eixo centralizador a autonomia: nós não vamos escolher nada no seu lugar.


Nossa ideia é te equipar para que VOCÊ possa fazer suas escolhas baseadas, não em "proibições", mas nos seu conhecimento, nos seus valores, nos seus ideais e no que o SEU cabelo precisa, sem vilanizar ingredientes.

Nossa postura é de agregar conhecimento às técnicas, trazendo informações com referências científicas, sempre que possível. Não queremos ser uma figura ditatorial e centralizadora, pelo contrário, queremos que VOCÊ possa desenvolver um olhar crítico e fazer parte dos futuros debates.



Mitos sobre Low Poo e No Poo - Você está sendo enganada?


Se você já se interessou em pesquisar sobre No Poo e Low Poo, sabe que existe muito conteúdo sobre o assunto em blogs, sites, canais do Youtube e redes sociais.

Mas, você já se perguntou se as pessoas que falam destas técnicas realmente entendem de Low Poo e No Poo?

Pensando nos erros mais comuns sobre as técnicas espalhados pela internet juntamos, com ajuda da Liga das Crespas e Cacheadas, 10 informações incorretas que você já deve ter ouvido sobre Low Poo e No Poo neste link afiliado.


Vamos falar a respeito de sulfatos, de parabenos, questões de saúde, liberados e proibidos, produtos que maquiam o cabelo, cronograma capilar e muitos outras informações, você encontra nesse material.

Aproveita e conta pra gente.

Quais afirmações sobre No Poo e Low Poo você jurava que eram verdade e que se desconstruíram depois de um tempo?

Vamos ficar de olho nos seus comentários!

Link Afiliado LCCMITOS:


Referências


¹ Bender, M. ; Massey, L. & Chiel, D. (2011). Curly Girl: The Handbook. Workman Publishing Company

sábado, 10 de abril de 2021

7 Motivos pelos Quais seu Cabelo é Ressecado

7 Motivos pelos Quais seu Cabelo é Ressecado - Porosidade, Descoloração, Tratamento, Build up, dano solar, shampoo e dano térmico

Seu Cabelo é Ressecado? Descubra 7 causas aqui!




Um dos grandes terrores capilares é o ressecamento.

Esse problema pode ser abordado de duas maneiras: a primeira é em uma perspectiva preventiva e a outra de tratamento.

Mas, quando falamos de cabelos, qual será a estratégia mais inteligente: prevenir ou remediar?

Para identificar quais podem ser os motivos pelos quais o seu cabelo está ressecado, acompanhe esse post para descobrir 7 causas do ressecamento capilar.

No final desse post, ainda, vamos falar do nosso ebook gratuito, escrito em parceria com a Liga das Crespas e Cacheadas, que fala justamente sobre cabelos secos e ressecados: Ressecamento no Cabelo Crespo e Cacheado - 3 causas e + 7 dicas para lidar com ele (clique neste link afiliado para baixar).

Desse jeito você descobre aqui no blog 7 motivos pelos quais o seu cabelo é ressecado, e lá no ebook 7 formas de tratar o ressecamento do seu cabelo.



1. Os extremos: Porosidade Alta x Porosidade Baixa


Nosso cabelo é cheio de "buraquinhos" e a quantidade desses furinhos é diferente de pessoa para pessoa.

As pessoas que têm o cabelo com poucos furinhos têm porosidade baixa e isso faz com que o cabelo tenha dificuldade de absorção de ingredientes que poderiam reforçar a hidratação dos cabelos.

Quem tem cabelo com buraquinhos demais, tem porosidade alta. Essa condição faz com que os fios absorvam água demais (o que pode fazer com que as fibras inchem e danifiquem os cabelos), além de uma dificuldade em "prender" os ingredientes dos tratamentos utilizados.

Em ambos os casos, nos extremos de porosidade (alta e baixa), os fios têm aparência ressecada e aquela falta de maciez que a gente associa com cabelos secos.

2. Ressecamento por Coloração / Descoloração


Processos químicos de transformação, incluindo tintura e descoloração, podem influenciar a aparência e textura dos fios.

Nestes processos, as pequenas estruturas que formam a parte mais externa do fio (as escamas que se sobrepõe para formar a cutícula) são danificadas.

Com esse dano às cutículas, os fios ficam mais porosos, e no item acima explicamos como a porosidade está associada com o ressecamento.

Interaja conosco na sua rede social favorita! Segue a gente:

3. Tratamento Insuficiente: Será que minha rotina é pouco para as necessidades do meu cabelo?


A gente sabe que a vida é corrida e que não dá para viver em função de uma rotina capilar super-extensa.

Mas, muitas vezes, os fios podem estar ressecados pela falta de cuidados periódicos.

Como o cabelo é um material que não se regenera, é necessário que os cuidados sejam cíclicos e constantes.

A frequência não será a mesma para todas as pessoas, por isso, é preciso encontrar uma forma de desenvolver uma rotina personalizada de cuidados.


4. Build up - O Sobreacúmulo de Resíduos no Cabelo


Sabe aquele ditado que diz que tudo em excesso pode fazer mal?

Quando a gente percebe o cabelo ressecado, muitas vezes a primeira coisa que a gente tenta fazer é aquele tratamento poderoso, não é mesmo?

Mas, você sabia que algumas substâncias das máscaras, condicionadores e finalizadores podem ficar acumulados nos fios?

Quando isso acontece, os cabelos ficam sem brilho, com uma aparência de palha e não respondem a nenhum tratamento.


5. Ressecamento por Dano Solar


O sol, apesar de ser essencial para a vida no planeta, pode oferecer riscos à nossa saúde e à aparência dos cabelos.

Quando o cabelo é intensamente exposto aos raios solares, a primeira coisa que o sol danifica é a cor. O desbotamento se dá a partir da interação dos pigmentos presentes nos nossos fios com a luz solar.

Mas, não é só a cor que sofre.

O sol também afeta negativamente os lipídeos que existem dentro dos cabelos e outras estruturas importantes para a força dos fios (chamadas ligações dissulfeto).

Estes danos lipídicos e estruturais deixam os cabelos opacos, secos, propensos ao frizz e diminuem a resistência das fibras, deixando o cabelo mais propenso à quebra.¹



6. O Vilão Pode Ser o seu Shampoo


Apesar de ser um ponto importante de qualquer rotina de cuidados capilares, o shampoo às vezes é o motivo do cabelo estar ressecado, você sabia?

Muitas vezes os fios ficam embolados, ásperos e extremamente duros depois de usar shampoo.

Os shampoos tradicionais têm detergentes que danificam os fios aos pouquinhos, mas toda a vez que lavamos o cabelo, danificamos um pouquinho mais.

Esse acúmulo de danos, ao longo do tempo, deixa os cabelos porosos e extremamente ressecados, e os tratamentos são apenas soluções temporárias.

No final desse post, tem um ebook gratuito com dicas de como lidar com o ressecamento, incluindo estratégias de como reduzir o dano nas higienizações.


7. Dano térmico: Secador, Chapinha, Difusor e Babyliss


Ferramentas de calor (como secador, prancha e babyliss) podem causar danos significativos à estrutura dos cabelos de forma irreversível.²

Quanto mais alta a temperatura, maior é o dano capilar.²

Essas ferramentas induzem a formação de rachaduras e buracos que aumentam a porosidade² e o ressecamento.

Muitas vezes a parte externa dos fios sofre tantos danos que os fios ficam extremamente frágeis se partindo com muita facilidade, em especial quando os cabelos são penteados/escovados.²

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê? Vem saber a verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo.


Ressecamento: Como resolver


ressecamento crespos e cachos - ebook cachos

Quer entender porque seu cabelo é ressecado? A gente te explica nesse ebook!

Quer dicas de como contornar esse ressecamento? A gente te dá 7 dicas nesse mesmo material!

A Liga das Crespas e Cacheadas em conjunto com o Cabeleira em Pé traz para vocês um livro digital para discutir causas e tratamentos para o ressecamento capilar.

Pra baixar é super fácil! É só clicar no botão abaixo!

O link te redirecionar para a página de download da Liga das Crespas e Cacheadas, onde você vai colocar seu e-mail para receber gratuitamente o ebook "Ressecamento no Cabelo Crespo e Cacheado".



Nesse material a gente discute as três razões pelas quais o cabelo cacheado e crespo está mais exposto ao ressecamento, para você entender melhor como o seu cabelo funciona.

Depois destas 3 explicações, a gente oferece 7 dicas universais (que valem para cabelos crespos, cacheados, lisos e ondulados) para tratar, prevenir e reverter o ressecamento capilar.

Aproveite esse material gratuito para deixar o seu cabelo mais macio, hidratado e brilhante! Clique no botão acima, baixe seu ebook e conte tudinho para a gente.


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Referências


¹ Draelos, Z. D. (2006). Sunscreens and hair photoprotection. Dermatologic Clinics, 24(1), 81–84. https://doi.org/10.1016/j.det.2005.08.006
² S. Herrwerth, I. Ulrich-Brehm, U. Kortemeier, P. Winter, M. Ferenz, B. Grüning. (2009). Silicone Quaternium-22: New Silicone Technology for Premium Hair Conditioning with Additional Benefits. International Journal for Applied Science. v.135 n.6.