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sábado, 12 de outubro de 2019

Histórias de Princesas Diferentes - Lista com 5 Filmes e 3 Livros

Histórias de Princesas - 5 livros e 3 filmes infantis

Conheça 8 Histórias de Princesas pouco Convencionais: 




Dia das crianças e a gente traz para as mini-cabeleiras (e porque não nós adultos que gostam de desenhos animados e livros infantis) uma lista especial com histórias de princesas.

Mas não se engane... Nessa lista, o estereótipo da donzela em perigo ficou de fora.

A gente tem uma lista de histórias de princesas sim, mas são princesas empoderadas, donas das suas histórias e protagonistas no curso dos seus destinos.

Temos alguns livros infantis com várias histórias de princesas que ousaram ser diferentes, recheadas de lições que elas podem nos ensinar.

Além dos livros também tem desenhos animados para quem adora curtir histórias de princesas na telinha.

Vamos falar de: O Casamento da Princesa, Moana, A Princesa e o Vento, Frozen 2, Príncipes e Princesas, A Pior Princesa do Mundo, A Princesa que Salvava Príncipes e Até as Princesas Soltam Pum.


O Casamento da Princesa - Celso Sisto (Livro)


Que tal apresentar às crianças uma princesa de um reino em um continente distante chamado África? Conheça história de Abena, a princesa cuja beleza ganhou tanta fama que o Fogo e a Chuva quiseram casar com ela. Esta versão é uma adaptação para crianças de Celso Sisto, feita a partir de um conto popular da África Ocidental.

O Casamento da Princesa - Celso Sisto - Livro com Histórias de Princesas



Moana - Ron Clements e John Musker (Desenho Animado)


Moana é o resultado de uma nova geração de princesas dos estúdios Disney. A princesa, buscando ajudar seu povo, embarca em uma jornada cheia de aventuras, provando que princesas não são sempre vítimas das circunstâncias. Nessa história, a princesa está no controle do leme - literal e figurativamente.

Moana - Ron Clements e John Musker - História da Princesa Moana

Representatividade é tema importante desde a infância, no Mini Cabeleira Já falamos de Moana, a princesa cacheada da Disney.

A Princesa e o Vento - Martha Rodrigues (Livro)


Tem princesa negra na lista de hoje? Tem sim! A cada dia encontramos mais histórias de princesas negras no mercado e no conto de fadas moderno de Martha Rodrigues (A Princesa e o Vento), um príncipe recorre às mais diversas ferramentas modernas (em busca de encontrar esta princesa.

A Princesa e o Vento - Martha Rodrigues - Livro Infantil com História de Princesa Negra



Frozen 2 - Jennifer Lee e Chris Buck (Desenho Animado)


A respeito da sequência da história de Elsa e Anna (da franquia Frozen), saberemos mais sobre a origem dos poderes de Elsa em uma jornada que explora o desconhecido. A relação entre as irmãs parece mais próxima do que nunca e acho que veremos muitas cenas de ação e de colaboração entre as protagonistas.

Frozen 2 - Jennifer Lee e Chris Buck


Principes e Princesas - Michel Ocelot (Desenho Animado)


Uma animação francesa, de ritmo e narrativa bastante peculiares. Como em outras animações de Michel Ocelot, explora-se a estética dos teatros de sombras para contar várias histórias de príncipes e princesas de diversos reinos diversos muito diferentes entre si.

Principes e Princesas - Michel Ocelot (Desenho Animado) - histórias de Princesas e Príncipes de países diferentes

A Pior Princesa do Mundo - Anna Kemp (Livro)


Já ouviu falar em antiheróis? Acho que no mesmo movimento podemos falar de Soninha como uma antiprincesa. Ela está cansada do que os contos de fada tem a oferecer para ela, e resolve buscar a realização dos seus sonhos em outro lugar. E sabe aquele clichê do dragão ser inimigo da princesa? Bem... aqui ele não se repete. Será que Anna Kemp acertou ao dar o título do livro 'Pior Princesa do Mundo'?

A Pior Princesa do Mundo - Anna Kemp (Livro)



A Princesa que Salvava Príncipes - Cláudia Souza (Livro)


Que tal inverter um pouco as coisas? Já pensou numa Princesa que Salvava Príncipes? A autora Cláudia Souza pensou nessa inversão e usou essa premissa para dar título e contar a história de uma princesa que enfrenta os perigos do quarto assustador da bruxa para salvar o príncipe.

A Princesa que Salvava Príncipes - Cláudia Souza (Livro Infantil)

Até as Princesas Soltam Pum - Ilan Brenman (Livro)


Um clássico das releituras de contos-de-fadas, esta história acompanha Laura e uma dúvida que está tirando o sono dela... Será que Branca de Neve, Cinderela e a Pequena Sereia soltam pum como todo mundo? Ao recorrer ao pai (e ao famoso "Livro Secreto das Princesas"), a protagonista descobre que Até as Princesas Soltam Pum.

Até as Princesas Soltam Pum - Ilan Brenman (Livro)

Histórias de Princesas, qual o valor delas?




Quem já viu uma criança encantada com um livro ou filme, seja de histórias de princesas ou de qualquer outro enredo, sabe que estas narrativas podem ser verdadeiros ímãs de atenção para as crianças.

Ouço muitos adultos dizendo "só tenho paz quando as crianças estão vendo A Galinha Pintadinha"... quem se identifica?

Filmes e livros infantis ajudam muito a distrair as crianças, mas é importante ver neles aliados para outras tarefas.

Livros e filmes infantis com histórias de princesas - por exemplo - podem ser ferramentas maravilhosas para ensinar um bocado de coisas para as crianças.

Mas, para isso acontecer da melhor maneira, é preciso que um adulto sirva de mediador, conversando sobre os temas pertinentes com as crianças.

Como exemplo, ao assistir Pocahontas pode-se falar sobre como os europeus trataram os nativos ao chegarem na América.

Em outra ocasião, quando Úrsula - a vilã de A Pequena Sereia afirma que "O homem abomina tagarelas... Garota caladinha ele adora..." pode-se aproveitar a figura do vilão para desconstruir a ideia de que as mulheres não precisam ter voz e reforçar que as mulheres tem tanto direito de falar quanto os homens.

Livros como "A Princesa Sabichona" de Babette Cole mostram que meninas podem fazer o que bem quiserem, que mesmo sendo princesas, podem encontrar sua própria forma de ser feliz.

Algumas pessoas encaram livros e filmes infantis como formas de distração, esquecendo do poder que estas histórias de princesas, cavaleiros, dragões e sereias são alegorias fantásticas que podem ser usadas como forma de criar e consolidar valores dentro de suas famílias.

Você já usou filmes, livros e histórias de princesas para ensinar algo para as crianças à sua volta?

Conte para a gente!

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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Marie Kondo: Antes e Depois - Ordem na Casa e nos Cosméticos

Quem é Marie Kondo - Veja nosso Antes e Depois

Quem é Marie Kondo e por que ela está na minha lista de sugestões da Netflix?



Talvez você tenha chegado aqui de paraquedas e esteja se perguntando quem é Marie Kondo?

Marie Kondo é uma organizadora profissional japonesa e autora de livros sobre o assunto.

Recentemente - em parceria com a gigante de streaming Netflix - a guru da arrumação protagonizou o reality-show (no melhor estilo antes e depois) chamado Ordem na Casa com Marie Kondo.

Ao bater os olhos na lista de sugestões da Netflix me fiz a mesma pergunta que abriu esse post: Quem é Marie Kondo?

Depois de contemplar o resultado (e o antes e depois) do primeiro episódio, dá para ter uma boa ideia de como o esquema de organização de Marie Kondo funciona.

O método inventado pela autora chama-se KonMari.

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KonMari: Ordem na Casa com Marie Kondo


Marie Kondo tem dois livros traduzidos para o português, onde toda a filosofia de organização dela é detalhada (inclusive em figuras no caso do Isso me traz alegria¹).

Mas, em 2019 a Netflix nos presenteou com um original que acompanhou Marie Kondo visitando famílias e ajudando-as com suas dificuldades de organização.

Depois de ter visto o reality-show e lido os livros, posso dizer que a essência do método KonMari está todinha no original da Netflix, indico os livros com certeza, mas, se neste momento não for possível lê-los, o Ordem na Casa com Marie Kondo dá conta de passar os principais norteadores.


Ordem na Minha Casa: Arrumando cosméticos com Marie Kondo


A primeira lição aprendida com Marie Kondo é que antes de guardar as coisas é preciso definir o que irá ficar e aquilo que vai embora.
O segredo do sucesso na arrumação é, primeiro, terminar o descarte.¹
Marie Kondo Ordem na Casa
Mas é importante não se focar no que vai embora, e sim no que fica. Mas como escolher o que fica?

Junte todos os itens daquela categoria que você está organizando (falaremos das categorias já, já) e segure cada peça e questione-se: isso me traz alegria?

Isso fica claro em momentos da série em que Marie Kondo não apenas pergunta às pessoas se os objetos que elas estão segurando trazem alegria, como respeita as respostas, mesmo quando algumas delas decidem ficar com objetos que outros organizadores profissionais insistiriam em descartar.

Marie Kondo dá uma lição tremenda de empatia, ela é expert em organização, mas na hora de decidir o que traz alegria cada um é expert de si mesmo.
imagine viver num ambiente que só contenha coisas que lhe dão alegria. Não é esse o estilo de vida dos seus sonhos?²
Voltando à pergunta (isso me traz alegria?): Quando a resposta à pergunta for: sim isso me traz alegria, o objeto continua com você (e deverá ser guardado posteriormente em local adequado).

Quando a resposta for negativa, Marie Kondo preconiza que antes de descartar o objeto você agradeça as lições que aprendeu com ele.
Ao se desapegar de coisas que faziam parte de sua vida com um sentimento de gratidão, você demonstra seu reconhecimento e o desejo de cuidar melhor de si mesmo.¹

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Entre Antes e Depois existe o durante


Marie Kondo surpreende em Ordem na Casa porque várias vezes afirma em primeiros contatos com as famílias: Eu amo bagunça!

Acho que isso também ensina uma lição valiosa, não se prenda ao objetivo, ame também o processo.

Acredite na gente, existem 2 casas diferentes quando falamos de Marie Kondo, antes e depois.

O processo de arrumação de Marie Kondo defende que ao invés de arrumar a casa por cômodos você deve organizá-la por categoria.
Se você guarda objetos do mesmo tipo em lugares diferentes e arruma um cômodo de cada vez, nunca terá uma dimensão real da quantidade de itens iguais que possui. Para evitar isso, organize por categoria e não por localização.
A ordem que Marie Kondo sugere para esta arrumação por categorias é:

  1. Roupas
  2. Livros e Papéis
  3. Komono
  4. Itens de valor Sentimental

Komono é a palavra japonesa que engloba diversos itens, comumente traduzido como miscelânea.

Basicamente, para Marie Kondo, se não for roupa, documentos ou itens de valor sentimental... é komono.

É nessa categoria que se encaixam os cosméticos, é da organização deste komono em especial que vamos falar a partir de agora.

Já assistiu Felicidade por um Fio na Netflix? Leia a Resenha Crítica que escrevemos com a Mille, o filme fala sobre cabelo natural e transição.

Meu Komono: Marie Kondo - Antes e Depois (Netflix, gratidão!)


Marie Kondo - Antes e Depois (série da Netflix)

Agora que já sabemos quem é Marie Kondo e no que consiste o KonMari, que tal aplicá-lo na organização dos cosméticos que temos em casa?

Parte do meu trabalho no Cabeleira em Pé envolve testes e eventuais resenhas de produtos, então antes de avaliar o que me traz alegria, eu separei produtos que ainda não fazem parte do meu acervo pessoal.

Como são produtos a serem testados, não cabe a mim - neste momento - definir se ficam ou se vão... Eles são itens de trabalho e por isso foram separados em uma caixa à parte que ficará no escritório.

Primeira etapa cumprida. Demorou um pouco... Será que esse antes e depois do método da Marie Kondo sai ainda hoje?

Fiz uma montanha com os produtos de cabelo que estavam guardados em 8 (OITO!) pontos diferentes da casa (incluindo o box) e avaliei cada um deles me perguntando se eles me trazem alegria.
Quantos frascos de xampu e condicionador há no seu box? Às vezes as mulheres mantêm produtos de várias marcas diferentes, para usar em dias alternados; há também aquelas máscaras para tratamento semanal; isso sem contar que, muitas vezes, outros membros da família têm os próprios produtos.²
Separados os produtos que ficam e que vão, Marie Kondo levanta dois pontos importantes sobre os komonos de higiene e beleza.

O primeiro é que produtos que não são usados em todos os banhos não precisam ficar no banheiro.

Já falamos disso no Cabeleira em Pé, o banheiro nem é o melhor lugar para guardar produtos de beleza, pois é uma área muito úmida.

9 Motivos pelos quais seus produtos não fazem efeito no seu cabelo.

O segundo ponto é que produtos cosméticos tem data de validade.

Marie Kondo sugere que se você se livre do seu estoque de amostrinhas - agradeça às que forem embora e use o quanto antes as que ficaram com você, isso porque a validade destas amostras costuma ser curta em virtude da quantidade reduzida em cada sachê.

Ok... Vou priorizar o uso das amostras nos próximos dias e acabar com elas - anotado! Vou tirar os produtos que estão em uso no banheiro para lembrar de usar as amostras.

Ainda pensando na validade dos produtos (e com a certeza de que não tenho como organizá-los em uma caixa só, resolvi agrupar os produtos que me trazem alegria por data de vencimento, dessa forma priorizo os que estão mas próximos do vencimento.

Usando um caixa organizadora e algumas caixas de papelão que encapei com papel de parede, consegui organizar o komono de produtos de cabelo da seguinte forma:


  1. Uma caixa de produtos cujas resenhas estão sendo produzidas (decidi não deixá-los no escritório, para tentar concentrar este komono apenas no banheiro e no quarto)
  2. Saches de amostras para serem usados imediatamente em uma caixinha no banheiro
  3. Produtos de uso diário no box (shampoo, cowash e condicionador)
  4. Cremes para pentear que estou usando em uma caixinha embaixo da pia.
  5. No guarda-roupas uma caixa por ano (ou semestre) de vencimento, devidamente identificada.
Marie Kondo, antes e depois como esse é para agradecer em pé: Arigatou Gozaimasu.

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Também quero um antes e depois como esse? Onde encontrar Marie Kondo?


A série Ordem na Casa com Marie Kondo pode ser encontrada na íntegra no serviço de streaming Netflix.

Os livros A mágica da Arrumação² e Isso me traz Alegria¹ estão disponíveis em versões impressas e ebook e fazem parte do acervo da editora Sextante, nos links acima você encontra eles à venda na Amazon.

Atualização: A escritora também lançou uma versão em mangá. Para conhecer veja aqui: A mágica da arrumação em quadrinhos: Uma história transformadora para ter alegria na vida, no trabalho e no amor.

Lembre-se que mesmo se você não aplicar o método KonMari, certamente poderá tirar dele lições importantes, como a ideia de que se pode gostar de coisas opostas (Marie Kondo gosta de bagunça e de ordem), de que a vida é mais prazerosa quando se está cercado de coisas que trazem alegria e que mesmo quando nos desfazemos de algo é preciso mostrar gratidão.



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__________

Referências


¹ Kondo, M. (2016). Isso me traz alegria: Um guia ilustrado da mágica da arrumação. (Sextante, Ed.).
² Kondo, M. (2015). A mágica da arrumação: A arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida. (Sextante, Ed.).
* Imagens do site de Marie Kondo e da Editora Sextante

sábado, 13 de outubro de 2018

Personagem Infantil Cabelo Cacheado: 7 filmes infantis e desenhos animados (parte 2)


Filmes e Desenhos Animados para Crianças: com personagens infantis de cabelo cacheados


Postagem atualizada em 27/03/2026

O post especial de dia das crianças chega um pouquinho atrasado mas está no ar.

A lista do ano passado foi com livros infantis com personagens cacheados e este ano vamos mudar de mídia.

A lista de hoje conta com 7 filmes (ou desenhos animados) com personagens infantis cacheados antigos e recentes para assistir com crianças - ou para matar a saudade da infância, quem nunca?

No final deste post ainda falaremos de um ponto que dificulta a produção de personagens cacheadas em desenhos animados para crianças.

Os personagens cacheados que conheceremos hoje são dos seguintes seriados animados e filmes infantis: Moana, Hotel Transilvânia 2, Doutora de Brinquedos, Luluzinha, Caverna do Dragão, As Aventuras de Tip e Oh e Annie.




Moana - Um Mar de Aventuras


Quando o filme Moana - Um Mar de Aventuras foi anunciado, houve verdadeira comoção em relação à nova princesa da Disney. Moana fugia de uma série de estereótipos e mostrava uma preocupação da gigante do cinema infantil em atualizar suas princesas tanto esteticamente quanto em comportamento. Graças a esse posicionamento podemos conhecer Moana, uma personagem infantil de cabelos cacheados, uma princesa, em busca de uma relíquia sagrada e seu lugar como mulher e chefe de seu povo.

Moana é a nova princesa da Disney. Falamos do cabelo cacheado dela neste post.

Fime Infantil - Personagem Cacheada Princesa Moana no desenho animado Moana - Um mar de aventuras


Hotel Transilvânia 2


Sequência do filme infantil cheio de monstros, Hotel Transylvania 2 tem um persoangem infantil masculino. O neto do Conde Drácula - Dennis - é o personagem de cabelos cacheados e ruivos da capa. A história gira em torno do avô tentando treinar o neto (que é filho de uma vampira com um humano) para se tornar um monstro como ele.

Hotel Transilvânia 2 - Animação com personagem Cacheado -  Dennis (menino de cabelo cacheado)



Doutora de Brinquedos


Doutora de Brinquedos é uma das séries animadas da Disney. Filha de uma médica, a Doutora de brinquedos descobre - ao fingir ser a médica de seus bonecos e pelúcias - que os objetos inanimados ganham vida e ela passa a ajudá-los a sentirem melhores. Temos especial carinho pelo 18º episódio da 2º temporada - onde a Doutora ajuda uma personagem de cabelo cacheado a se sentir bem com seu cabelo natural usando sua própria experiência com o cabelo cacheado.

Para falar de cabelos naturais com adultos tem o filme Felicidade por um Fio na Netflix. Leia a Resenha Crítica que escrevemos com a Mille aqui.

Doutora de Brinquedos - Protagonista Cacheada de desenho animado


Luluzinha


Um momento nostalgia para muitos, os cachos de Luluzinha não poderiam ficar de fora desta lista. A personagem infantil cacheada - criada nos Estados Unidos em 1935 sofreu 4 grandes transformações gráficas desde as primeiras tirinhas - mas sempre manteve o icônico penteado cacheado. Antes dos desenhos animados já era bastante famosa em função das histórias em quadrinhos, cujas histórias giram em torno da menina esperta e levada que se mete em mil e uma aventuras.

Luluzinha - Desenho Animado com Personagem Cacheada



Caverna do dragão


Outro momento para olhar com carinho para o passado: Caverna do Dragão. O desenho - baseado em um jogo de RPG - Dungeons and Dragons) tem Diana entre os protagonistas: uma personagem cacheada que tem grandes habilidades como acrobata e recebeu como arma do poder um bastão inquebrável. A história gira em torno de um grupo de adolescentes que foram transportados para um reino mágico e estão a procura do caminho de volta para casa.

Caverna do dragão - Lembra da personagem Cacheada - Diana, a acrobata


Nossa Casa: As aventuras de Tip e Oh


Em uma edição anterior de filmes com personagens cacheados, falamos de Tip, a protagonista do longa metragem Cada um na sua Casa. O desenho ganhou uma série animada e você pode conferir mais histórias dela com o simpático extraterrestre Oh em Nossa Casa: As Aventuras de Tip e Oh. Nesta série animada temos a chance de conhecer o cotidiano de Tip e as trapalhadas de Oh tentando se adaptar à Terra.

As aventuras de Tip e Oh - Desenho animado com personagem cacheada



Annie (2014)


A releitura de um clássico da Broadway já havia sido filme em duas versões anteriores. A novidade na versão de 2014 é a recontextualização da história, a órfã Annie quase é atropelada, sendo salva por um homem que está concorrendo à prefeitura da cidade. A notícia do salvamento da garotinha viraliza e, para ajudar na campanha, Annie passa a viver na mansão do candidato.

Versão de 2014 de Annie traz a personagem com os cabelos cacheados


Personagens Infantis Cacheadas: Um motivo técnico para a baixa representação


Entre as possibilidades de filmes, os desenhos animados costumam ser os favoritos durante uma grande parte da infância.

É estranho olhar para os desenhos "clássicos" (como os das primeiras décadas da Disney) e praticamente não ver personagens de cabelos cacheados.

Além das questões já bastante discutidas de clichês raciais e baixa representatividade de personagens fora de certos padrões nas primeiras décadas do cinema, há mais um problema para o surgimento de personagens de cabelos cacheados em desenhos animados antes da era digital:  a dificuldade de "animar" (dar movimento) às madeixas.

Tentar emular o movimento natural dos cabelos na animação tradicional (desenhando-se a mão) é quase impossível.



Por mais que tenhamos a lembrança de cabelos esvoaçantes de Pocahontas ou o movimento dos cabelos da Pequena Sereia, ao revisitar esses clássicos nos dias de hoje, nos damos conta de que seus cabelos (mesmo sendo lisos), mais parecem uma massa colorida - possuem pouca (ou nenhuma) textura.

Tudo isso mudou muitos anos mais tarde com a inserção de técnicas super avançadas de computação gráfica que permitiram a criação de animações individuais para cada fio de cabelo, possibilitando a criação de texturas mais próximas das reais.

O resultado é que temos hoje - felizmente - uma gama mais diversa de personagens nas telas das animações, com personagens infantis cacheadas espalhadas em diversos filmes, séries e desenhos animados.

Lembra de mais algum personagem de cabelo cacheado em filmes ou desenhos animados para crianças? Deixe sua sugestão aqui nos comentários!


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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Felicidade por um Fio – Resenha Crítica do filme da Netflix

Crítica: Felicidade por um Fio – altos e baixos de um filme sobre transição capilar

Os spoilers deste texto estão escondidos, clique nos botões para revelar o texto completo caso já tenha assistido o filme. Consideramos spoilers apenas a discussão de cenas específicas, obviamante falaremos das linhas gerais do filme sem a tag de spoiler.

Muita gente viu nos últimos dias o novo lançamento da Netflix: Felicidade por um Fio.

O filme foi baseado no primeiro livro da série da autora Trisha R. Thomas chamado Nappily Ever After (um trocadilho que transformou a forma em inglês do “felizes para sempre” em “Crespos para Sempre) e fala da jornada de uma mulher em busca de si mesma e de seu cabelo natural.

Hoje, o Cabeleira em Pé conta com a colaboração da Mille – do Canal Diário de Mille – para discutir alguns pontos da história, uma crítica do filme para convidar vocês a debaterem um pouco sobre ele conosco.

Antes de mais nada, precisamos dizer que gostamos muito deste filme da Netflix e recomendamos ele em especial para quem quer passar, está passando ou já passou pela transição capilar. A história faz um bom trabalho ao retratar diversos dilemas inerentes a esse processo, criando um clima que facilita a identificação. Estes impasses não são apenas nossos: não estamos sozinhas.



A narrativa de Felicidade por um Fio é dividida em capítulos e cada título corresponde à uma fase na qual se encontra a protagonista (chamada Violet), interpretada por Sanaa Lathan - da quarta temporada de The Affair.

Mas o filme não é (nem poderia ser) perfeito, se apoiando muito em uma dicotomia que coloca o cabelo liso em oposição aos cabelos cacheados e crespos. Sabemos que a voz por trás do discurso que pavimentou essa dicotomia perfeito x imperfeito dentro do filme é real e lidamos com ela diariamente na mídia, na rua e, muitas vezes, até dentro de casa. Porém, o filme não rompe com esse padrão, ao contrário, o reforça, utilizando o discurso de auto-amor - que é muito válido, sempre - mas, nesse caso, é usado explorando essa dicotomia entre cabelo perfeito e imperfeito.

Assim, a textura do cabelo não liso aparece no filme como uma imperfeição a ser aceitada, mas a premissa é incorreta: os nossos cabelos crespos, cacheados e ondulados não são imperfeitos.

Vamos falar um pouco mais dessa história? Então, segue a leitura com a gente!


O Big Chop: Uma crítica a Felicidade por um Fio




Muitos dos pontos polêmicos de Felicidade por um Fio, têm a ver com o Big Chop da protagonista.

Big Chop é aquele grande-corte feito para retirada dos fios alisados, o corte que abre espaço para que se possa ter a curvatura dos cabelos que passam a nascer com sua textura natural.

A cena do big chop levanta algumas críticas pois o corte é feito no susto, num ímpeto, e ainda que tenha transparecido parte da insatisfação e inquietude da personagem em relação ao seu cabelo e aparência, não é assim que gostaríamos de ver retratado esse ponto tão importante na trajetória de alguém que decidiu assumir seu cabelo natural.



Não questionamos nesta resenha crítica a possibilidade de cenas assim acontecerem na vida real, mas acreditamos que estes movimentos impulsivos devam ser exceção. Decidir assumir o cabelo natural costuma - e deveria - ser um movimento consciente, inclusive para haver menos chances de arrependimentos - como parece acontecer com a personagem em determinado momento do filme.

Quanto mais consciente for essa decisão do grande corte, mais fácil se torna a adaptação aos cabelos curtos, principalmente para mulheres que passaram a vida toda utilizando os fios em comprimentos médios e longos.


Felicidade por um Fio: Erros e acertos ao lidar com Estereótipos





Vários arquétipos são levantados e questionados durante este filme da Netflix e podemos perceber que muitos deles giram em torno dos cabelos da Violet. A filha "perfeita" que está sempre arrumada; a profissional bem-sucedida que possui tudo "sob controle"; a esposa troféu do homem bem-sucedido; a imagem de mulher bem resolvida e desejada; etc..

Tudo no filme remete a esses estereótipos que o cabelo liso proporciona à Violet, que mais tarde será em parte questionado pela própria personagem e que também acaba levando a quem vê o filme a questionar igualmente como se enxerga e é enxergado a partir da sua própria aparência.



O filme Felicidade por um fio também brinca diversas vezes com estereótipos para falar de conceitos pré-estabelecidos.




A figura Masculina como Arquétipo do Mentor





Outro ponto que pode perturbar é que os pontos de reflexão sobre o cabelo natural são trazidos por figuras masculinas: primeiro pelo pai, depois pelo cabeleireiro.

Não há nada de errado em ter homens dentro do movimento de aceitação e celebração do cabelo natural, é importante que eles amem seus cabelos também.

Entretanto, pelos homens não passarem pelo mesmo estigma social pós-big-chop enfrentado por mulheres de cabelos curtos, a figura masculina de mentoria no processo de transição parece irreal.

Além disso, o movimento pelos cabelos naturais surgiu entre mulheres, feito por mulheres para outras mulheres. Por esse motivo queríamos ver uma mulher levando Violet à reflexão sobre seu cabelo natural. Fortalecer esse movimento de sororidade através do filme seria incrível.



Fica reforçado nestas interações de mentoria o estereótipo já discutido na seção sobre Big Chop: de que a mulher precisa de um mentor masculino para tomar boas decisões. Por que usar esse ponto clássico da jornada do herói de Campbell (o encontro com o mentor) ao invés de usar a figura feminina de auxílio proposta na jornada da heroína descrita por Murdock? Uma mulher ajudando outra mulher... seria difícil retratar isso?


O momento Hey Criança Negra neste filme da Netflix








Balanço final: Um filme por um fio





Já falamos nesta crítica de pontos altos e baixos de Felicidade por um Fio e de longe um de seus maiores méritos é aproximar essa experiência de um público maior, que pode – através da história de Violet – se identificar ou empatizar com alguém que está passando pela transição capilar.

O filme levanta questões críticas de preconceito contra a mulher no ambiente de trabalho, a pressão social e da mídia envolvida no alisamento dos cabelos cacheados e crespos, além do dilema enfrentado por algumas mulheres que vêem seu processo de autodescoberta sabotado pelo parceiro.

Mesmo com clichês e alguns escorregões, Felicidade por um Fio traz uma mulher careca e linda protagonizando um filme! Mostra Violet trocando o alisamento por cuidados mais naturais e reforça o nosso discurso diário: sua atitude sobre si mesma fala muito sobre como as pessoas te enxergam!

As últimas cenas deste filme da Netflix fecham um círculo para Violet, ela se liberta das correntes que a aprisionam vivendo uma situação muito parecida com aquela que viveu durante sua infância e quem passou pela transição certamente relembrará aquele momento em que se sentiu livre pra andar na chuva, mergulhar no mar e lavar o cabelo quando bem quiser.

Marie Kondo: antes e depois - Organizando cosméticos com o método ensinado na série Ordem na casa da Netflix.

Concomitantemente a tudo isso, ver a evolução da personagem em cenas leves e delicadas, situações cômicas e reflexões sobre padrões que enfrentamos todos os dias feitas de forma tão sutil e terna, faz do filme uma ótima escolha à qual podemos recorrer sem medo, pra ter uma daquelas sessões pipoca e brigadeiro deliciosas com as amigas.

Não queremos finalizar essa discussão aqui... O debate continuar: Quem aqui viu o filme? O que acharam da história? Agora é hora da crítica de vocês, use o espaço dos comentários abaixo e solte o verbo nas redes socias do Cabeleira em Pé e do Diário de Mille, tem alguma #GarotaDoDiario aí?

Não podemos deixar de agradecer à Mille pelo olhar doce e apurado - foram as discussões com ela que possibilitaram a construção conjunta deste material. Gratidão!

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