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sábado, 17 de julho de 2021

A verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo

Limpeza 100% - A verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo no Low Poo

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê?




Para que você usa shampoo?

Usamos essa pergunta, recentemente, na Mentoria 360, porque percebemos uma "falha" na lógica que muitas pessoas usam ao fazer Low Poo e No Poo.

Nossa mentoranda cuidava dos cabelos fazendo a técnica do Low Poo, mas com uma lógica inadequada.

Hoje, vamos falar justamente desse erro comum em muitas lowpoozeiras (e algumas pessoas que fazem No Poo, também).

Estamos falando da ideia (equivocada), de que toda a lavagem deve livrar o cabelo de 100% do que foi depositado anteriormente nos fios.

Na verdade, o shampoo não precisa limpar tudo, e para explicar diretinho porque a lógica da limpeza 100% está incorreta (ou melhor, desalinhada com o propósito das técnicas Low Poo e No Poo e incompatível com as tecnologias mais recentes), vamos abordar os seguintes temas:

  1. Por que Low Poo e No Poo "salvam" cabelos, mesmo bastante danificados
  2. No que deveria consistir a higienização dos cabelos
  3. Tecnologias de tratamento resistentes à lavagem
  4. Excesso de Limpeza: pode dar ruim?
  5. Quanto de limpeza meu cabelo precisa? 100% é muito?

Vem com a gente conferir todos os pontos dessa discussão para entender por que a sua rotina capilar não precisa ser baseada em uma ideia de limpeza 100%



Por que as técnicas Low Poo e No Poo salvam muitos cabelos?


O pulo-do-gato que levou Lorraine Massey a escrever o Manual da Garota Cacheada,¹ foi a percepção de que os próprios cabelos ficavam ressecados e sem forma após a lavagem com shampoos tradicionais.

A partir de experiências, ela encontra outras formas de manter o couro cabeludo limpo, sem a necessidade de uso constante de shampoo, mantendo um pouco da oleosidade natural dos fios por considerá-la benéfica para os cabelos.

O Curly Girl Method (CGM) de Lorraine não sobreviveu à tropicália, e o Brasil criou duas novas técnicas de cuidados: o Low Poo e o No Poo.

No centro destas formas de cuidado, reside uma lógica norteadora: o shampoo tradicional (aquele com sulfatos) pode danificar o cabelo e o segredo do cabelo bonito está em fugir dessa limpeza extrema.

O dito popular já nos aconselha: prevenir é melhor que remediar.

No Limpoo, nosso curso sobre Low Poo e No Poo com a Liga das Crespas e Cacheadas, costumamos dar uma torção nesse ditado afirmando: "não danificar também é tratar".

Agora que já entendemos a lógica por trás do Low Poo e No Poo, podemos pensar no quanto a ideia de limpeza 100% é incompatível com estas técnicas.

Você sabia que Lorraine Massey não inventou o Low Poo? Entenda.

Higienizando a sujeira, limpando o excesso


Lembra da mentoranda lá da Mentoria 360 que a gente citou lá no início do texto? O erro que ela estava cometendo cabe exatamente aqui, nessa seção da nossa discussão.

Como muitas pessoas que fazem Low Poo, ela também achava que o ciclo de cuidados se desenvolvia da seguinte forma:

  • Lavar 100%: sem deixar nenhum resquício de nada nos fios;
  • Tratar: condicionando e hidratando, nutrindo ou reconstruindo;
  • Finalizar: desembaraçando e modelando;
  • Lavar 100%: sem deixar nenhum resquício de nada nos fios;
  • Tratar: condicionando e hidratando, nutrindo ou reconstruindo;
  • Finalizar: desembaraçando e modelando;
  • (e assim sucessivamente)

Desde muito cedo, o Low Poo e No Poo se apoiaram em técnicas suaves de limpeza. Este tipo de higienização não pode ser compatível com uma limpeza 100%.

A ideia é que os fios sejam suficientemente higienizados. Que a sujeira seja removida e o excesso de ingredientes de tratamento e finalização seja retirado.

A sujeira a ser removida é composta do excesso de sebo produzido pelo nosso couro cabeludo, poeira e outras partículas do ambiente.

O excesso de substâncias têm a ver com ingredientes que não foram nem absorvidos e nem adsorvidos pelo cabelo e estão precisando só de um "incentivo" para serem retirados do fio.



Novas tecnologias: tratamentos resistentes à lavagem


Sabemos que as hastes dos cabelos são compostas material morto, incapaz de se regenerar.

Os tratamentos capilares ajudam a suprir, temporariamente, as necessidades que os cabelos enfrentam por conta dos danos que já acumularam. Mas, a palavra chave dessa frase, veja bem, é "temporariamente".

Com a modernização dos tratamentos capilares, a indústria cosmética busca oferecer soluções cada vez mais duráveis.

Isso implica no aprimoramento de duas tecnologias em especial.

A primeira é em relação à resistência à lavagem. A adsorção de ingredientes é tema importante nos materiais de divulgação de insumos cosméticos, e cada vez mais, vemos esses claims de resistência a diversas lavagens em agentes condicionantes e silicones.²

A segunda tem a ver com tecnologias que diminuem o acúmulo de resíduos no cabelo, como a presença de grupos amina que impedem a deposição de agentes condicionantes e silicones sobre si mesmos.

Isso garante condicionamento e proteção extra contra danos cotidianos de forma mais duradoura e eficiente.

Os tratamentos, entretanto, nunca são definitivos e, a medida em que se vai lavando os cabelos, eles vão se perdendo.

O shampoo não precisa limpar tudo (100%) e, cada vez mais, espera-se que as tecnologias de condicionamento e tratamento resistam a consecutivas lavagens.


Excessos: Antirresíduos antes das etapas do Cronograma Capilar


O problema da mentalidade da limpeza 100% é que se desenvolve uma tendência de que ela se torne cada vez mais obsessiva.

Sabemos que existem grupos e pessoas que sugerem o uso de shampoos antirresíduos antes de cada etapa do cronograma capilar. Para quem faz 3 tratamentos na semana, são aproximadamente 12 aplicações de antirresíduos em um mês.

Isso é muito, é demais... mesmo!

Os ingredientes com capacidade de absorção pelos fios (como óleos vegetais saturados, umectantes e proteínas suficientemente pequenas) não precisam de cabelos cantando de limpos para agirem nos fios.

Já os agentes condicionantes mais modernos se ligam apenas às partes "expostas" do cabelo e, em especial, às porções mais danificadas dos fios.

Você não precisa "arrancar" o agente condicionante (ou silicone) que já está no fio para colocar outro igualzinho no lugar, manter o primeiro é tão eficaz quanto substituí-lo por outro, sem risco de agressão extra.



Se 100% é muito, quanto de limpeza meu cabelo precisa?


Falamos, até agora, de diversos motivos pelos quais o cabelo não precisa de uma limpeza 100%: suavidade, limpeza de sujeira e excessos, tecnologia benéficas resistentes à lavagem e, especialmente, a prevenção de danos.

Lembra do lema do Limpoo? Não danificar também é tratar!

Mas outro ponto especial do Limpoo, e de todos os cursos da Liga das Crespas e Cacheadas, consiste na ideia de que não existe receita idêntica para todo mundo.

Da mesma forma, a quantidade de limpeza será super-individualizada e você descobrirá testando frequência e intensidade de lavagens.

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Referências


¹ Bender, M. ; Massey, L. & Chiel, D. (2011). Curly Girl: The Handbook. Workman Publishing Company.
² Momentive. (2017). Agente condicionante Silsoft* CLX-E. https://www.momentive.com/pt-BR/categories/emulsions/silsoft-clx-e/#

sábado, 12 de junho de 2021

5 Motivos pelos quais as pessoas desistem do Low Poo | O Low Poo está morrendo?

Low Poo e No Poo - Po que as pessoas desistem - Descubra o Limpoo - o primeiro curso online do Brasil sobre as técnicas Low Poo e No Poo

Low Poo faz mal? 5 Motivos pelos quais as pessoas desistem de fazer Low Poo e No Poo




Nos últimos meses, temos observado uma tendência, tanto em vídeos no Youtube, quanto em espaços de interação entre praticantes de Low Poo e No Poo.

O que antes era pouco comum, começou a chamar a nossa atenção: pessoas desistindo das técnicas Low Poo e No Poo.

Produtoras de conteúdo, de todos os tamanhos, já fizeram vídeos explicando por que não fazem mais as técnicas.

Destes materiais, o que causou mais impacto, recentemente, é o da brilhosa Carol Kyoko, mas, antes dela, outras criadoras já haviam feito vídeos nesse sentido, incluindo: Thayna Karolayne, Bruna Caixeiro, Monalisa Nunes e Luci Gonçalves.


Somando estes vídeos aos relatos que encontramos em outros lugares, resolvemos escrever esse post com experiências negativas com estas técnicas.

Será que Low Poo e No Poo são um barco furado? Será que o Low Poo foi um "febre" e agora vai passar?

Hoje, vamos discutir alguns pontos importantes a respeito de Low Poo e No Poo, listando alguns dos motivos pelos quais as pessoas desistem das técnicas e por que achamos que o Low Poo está morrendo.



1) Desisti do Low Poo porque meu cabelo estava estranho, sem brilho, sem day after...


Um dos pontos comuns para desistir das técnicas Low Poo e No Poo está em algumas mudanças que os fios parecem sofrer depois de um período usando liberados.

Alguns relatos de desistência falam de uma sensação estranha nos fios, uma aparência sem forma, opaca e áspera.

Esse efeito tem nome e sobrenome, chama-se build up (mas costumamos chamá-lo, em português, de acumulo de resíduos no cabelo).

Agentes condicionantes e formadores de filme podem se acumular em excesso nos fios, inclusive de quem não faz Low Poo e No Poo, por isso é bom ficar atento aos sinais desse problema.

Uma rotina de cuidados personalizada e equilibrada deve contemplar momentos de limpeza-extra, para se livrar de qualquer excesso de produtos que se prendem aos fios.

É 100% possível manter uma rotina livre de sulfatos sem sofrer com build up, incluindo produtos com detergentes mais eficazes e limpezas profundas eventuais, quando houver necessidade.


2) Tinha vontade de usar um proibido e me sentia culpada, neurótica e refém dos liberados


Fazer Low Poo e No Poo não pode virar uma fonte de sofrimento.

Estas rotinas entram na vida da gente para diminuir o ressecamento que shampoos tradicionais podem causar.

É importante que nossa atitude diante de qualquer técnica seja essa: de que elas são ferramentas ao nosso dispor e não regras inquebráveis às quais estamos amarradas para sempre.

Quando começamos a desenhar o Limpoo, nosso curso sobre Low Poo e No Poo com a Liga das Crespas e Cacheadas, decidimos que nossa abordagem seria justamente o oposto da tradicional.

Ao invés de martelar regras e proibições, focaríamos na desconstrução de diversos mitos e reforço da ideia de que as técnicas são ferramentas a serem adaptadas às necessidades individuais de cada aluna.

Assim, a relação com No Poo e Low Poo fica muito mais leve, sem olhar para os ingredientes proibidos como inimigos mortais, entendendo que para tudo existe lugar e tempo.

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3) Tentei fazer Low Poo, mas meu cabelo ama silicone! Por isso desisti...


Muitas pessoas, em especial quem tem cabelos descoloridos, se dão muito bem com silicones.

Estas substâncias são proibidas no Curly Girl Method e na técnica No Poo - mas não são proibidos para quem faz Low Poo.

Muitas pessoas confundem o Curly Girl Method com o Low Poo, e acham que silicones e parabenos são proibidos para a técnica, mas não são.

Quem usa shampoo, mesmo que seja liberado, pode usar silicones sem problemas e, em muitos casos, é até importante que use - para proteger os fios e diminuir a porosidade excessiva, por exemplo.

É a técnica que deve ser adequada aos seus cabelos e não o contrário.

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê? Vem saber a verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo.

4) Não quero usar só produtos baratinhos, e as linhas liberadas não são profissionais, por isso não faço mais Low Poo


É difícil quando dependemos da indicação da marca para saber se um produto é liberado ou não.

Na verdade, aqui no Cabeleira em Pé, a gente desestimula ao máximo que você se oriente por essas inscrições de rótulos, já que elas nem sempre estão corretas.

O ideal é que você aprenda a ler as composições e, com isso, ganhe autonomia para descobrir produtos liberados de todos os tipos: nacionais, importados, baratinhos, profissionais ou de luxo.

Existem liberados (e "proibidos") em todos nichos de mercado, é só saber ler as composições para identificar.

O mesmo vale para uma fala bastante comum de que existem poucos produtos liberados para quem faz No Poo. No levantamento de lançamentos de 2020 (veja bem, no período de apenas um ano), descobrimos mais de 150 produtos liberados para No Poo - é alternativa para caramba, não é?



5) Quando comecei o Low Poo, virei a doida dos cremes... saí comprando tudo que indicavam e não quero ser consumista, então resolvi abandonar as técnicas


Lembra que a gente falou do curso Limpoo, antes? Vou usar outro exemplo da nossa abordagem que cabe direitinho nesse contexto de consumo.

Uma das primeiras dicas que a gente dá é para que nossas alunas não comprem nada.

Isso porque é preciso entender as ferramentas antes de usá-las na prática.

Depois de ganhar um pouco de autonomia, a primeira prateleira que a gente consulta não é a da perfumaria, nem da farmácia e nem a do supermercado.

A primeira prateleira que a gente procura liberados é a prateleira de casa. Podemos garantir para você que sempre se encontram liberados entre os produtos que você já tem em casa, é só saber identificar.

Link Afiliado LCCMITOS:

O Low Poo está morrendo, mesmo! - Entenda por que isso é bom




O Low Poo e o No Poo ganharam muito espaço nos últimos anos e, aos poucos, os conhecimentos adquiridos por quem estuda e pratica estas técnicas podem se transformar em algo diferente.

A forma obsessiva e hiper-regrada de fazer estas técnicas pode estar morrendo - e isso não é, necessariamente, ruim.

Quando se entra nestas técnicas através de uma abordagem mais clássica, tudo se resume a "isso pode" e "isso não pode"; liberados e proibidos; faz bem para o cabelo ou faz mal para o cabelos; é tratamento ou é "maquiagem"; etc.

Mas, quando a pessoa se aprofunda e começa a entender os motivos por trás dos "liberados" e "proibidos", a lógica do Low Poo pode ser aplicada a uma rotina personalizada de cuidados, que não vilaniza nenhum ingrediente e entende que apesar de serem chamados de "proibidos" - eles podem ser, eventualmente, usados da forma correta.

Você pode entrar hoje na técnica Low Poo (ou No Poo) seguindo um método tradicional, aprendendo um montão de regras em posts, tabelas e vídeos na internet e depois ir desaprendendo algumas dessas imposições para que sua rotina faça sentido no seu dia-a-dia.

Mas, você pode chegar no resultado final de uma forma muito mais rápida: aprendendo, desde o início, com um olhar crítico.

Com a ajuda da Diana da Liga das Crespas e Cacheadas, desenhamos um curso chamado Limpoo, onde você aprende, desde a primeira aula, os porquês das "regrinhas" e como fazer para quebrá-las (eventualmente) sem peso na consciência e com o mínimo de dano.

O curso tem aulas ao vivo, ministradas pela Diana, fruto de horas e mais horas de trabalho com a equipe Cabeleira em Pé, para uma abordagem mais leve, inteligente e sem neuras das rotinas Low Poo e No Poo.

  • No Limpoo você entende, desde o começo, que a limpeza é um fator importantíssimo da sua rotina, com dicas importantes sobre como evitar e tratar o build up;
  • Você também encontra um espaço que estimula a visão crítica e sem culpa de "liberados" e "proibidos";
  • O conhecimento dos ingredientes oferece autonomia para identificar produtos liberados que você já tem;
  • Essas mesmas lições te ajudam a identificar linhas profissionais ou opções de farmácia e supermercado baratinhas, dando ferramentas para você encontrar as alternativas Low Poo e No Poo ideais para o seu cabelo e/ou o seu bolso;

Se você está em busca de uma forma de cuidar dos cabelos que contemple todas essas características e ainda te ajude a diminuir o ressecamento e acelerar os resultados da sua rotina de cuidados capilares: o Limpoo é a solução.

Não danificar também é tratar! Venha entender como colocar essa lógica em prática com o Cabelê e a Liga no Limpoo, o primeiro curso online do Brasil sobre as técnicas de Low Poo e No Poo.

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sábado, 3 de abril de 2021

O que é Parabeno | É Proibido para Low Poo e No Poo?

O que é parabeno - Parabenos Mitos e Realidade

Parabenos Mitos e Realidade: O que é parabeno e por que dizem que é proibido?




Se você está começando a se interessar por cuidados capilares, deve ter encontrado uma série de conteúdos sobre "liberados" e "proibidos" e pode estar se perguntando "O que é parabeno?".

Esses termos, bastante usados no dia-a-dia de quem faz Low Poo ou No Poo, podem causar um pouco de confusão.

O Cabeleira em Pé é o maior blog especializado em Low Poo e No Poo do Brasil, e hoje vamos falar sobre um mito bastante comum nessa comunidade.

Quantas vezes você já ouviu uma pessoa dizendo assim: "Esse produto é liberado para Low Poo porque não tem sulfato, nem petrolato, nem parabeno"?

A generalização é um erro bastante comum de pessoas que não entendem das técnicas.

Estas pessoas não estudaram, se aprofundaram pouco e acabam ensinando errado para quem está começando.

Assim como sulfatos nem sempre são proibidos para Low Poo e No Poo (clique aqui para entender), parabenos não são proibidos para Low Poo e No Poo.

Hoje, vamos te explicar: o que é parabeno, para que são usados em cosméticos e onde a confusão começou com os parabenos (mitos e realidade).

Vamos nos aprofundar nesse conhecimento e combater a desinformação?



Parabeno, o que é?


Os parabenos são um grupo de substâncias classificadas como conservantes.²

São usados em cosméticos para proteger o produto da ação nociva de micro-organismos.²

É graças a substâncias conservantes que podemos comprar cosméticos com validades longas (muitas vezes mais de um ano) e podemos deixá-los fora da refrigeração.

Já pensou que estranho ter que pegar seu shampoo e condicionador na cozinha antes de ir para o banho?

Por mais que os parabenos não sejam os únicos conservantes, eles são bastante utilizados em função das extensas pesquisas a respeito de sua eficácia e segurança, são ingredientes acessíveis e tem capacidade de acabar com muitos tipos diferentes de micro-organismos (qualidade chamada de "amplo espectro").²

Os parabenos são biodegradáveis² e, inclusive, encontrados na natureza, em algumas espécies de baunilha e frutas silvestres.



Parabenos: Mitos e Realidade


Agora que falamos de parabeno, o que é e para que serve, podemos discutir outra questão importante.

Você provavelmente já ouviu alguém dizendo que existe um estudo científico que relacionou parabenos com câncer de mama, não é mesmo?

Mas, o que você diria, se a gente te contasse que os autores do estudo esclareceram todos os pontos confusos, ao verem que sua pesquisa estava sendo usada fora de contexto em tom de fake-news para semear o pânico?

Essa parte ninguém te conta! A Dra Philippa D. Darbre e colegas que escreveram o artigo com ela, publicaram o seguinte esclarecimento, um tempo depois da publicação das interpretações equivocadas de seu artigo circularem em grandes jornais e revistas do mundo:

“Nowhere in the manuscript was any claim made that the presence of parabens had caused the breast cancer, indeed the measurement of a compound in a tissue cannot provide evidence of causality.”¹

Em tradução livre, o que o texto diz é: em nenhum ponto do manuscrito foi feita qualquer afirmação de que a presença de parabenos causou câncer de mama, na verdade a presença de uma substância em um tecido não é evidência de causalidade.

A matéria sensacionalista que afirmou que os cientistas disseram que os parabenos causavam câncer viralizou, mas a resposta dos cientistas, infelizmente, não atingiu nem metade das pessoas que leram o material desinformativo.

E foi assim que nasceu o mito de que os parabenos causam câncer.


Mas... e as alergias a Parabenos? Mitos e Realidade


Os ingredientes usados em cosméticos, assim como os alimentos, podem provocar alergias.

Entretanto, o índice de alergia a parabenos é bem menor do que muitas pessoas pensam.

Quantas crianças você conhece que têm alergia a ovos?

Estudos apontam que a alergia aos parabenos é semelhante aos números de crianças alérgicas a ovos, menos de 1%.³

As fragrâncias, por exemplo, costumam ter um potencial alérgeno maior do que os conservantes.



Parabenos: Mitos e Realidade sobre atividade endócrina


Outro discurso comum na vilanização dos parabenos é a atividade estrogênica que a substância poderia produzir.

Os parabenos têm, de fato, atividade estrogênica,⁴ mas é preciso colocar isso em perspectiva.

Todos os dias podemos entrar em contato com substâncias muito mais 'estrogênicas' do que os parabenos, sem nenhuma campanha contra o uso destes produtos.

Por exemplo, o etinilestradiol - usado em contraceptivos - é dois milhões de vezes mais "potente" que o butilparabeno.

Vários alimentos contém naturalmente fitoestrógenos, os da soja - por exemplo - são 200 vezes mais potentes que o propilparabeno.

Se você usa pílula anticoncepcional ou come alimentos derivados de soja - talvez o parabeno não seja um problema tão grande na sua vida.

A "potência" da atividade estrogênica dos parabenos é de dez mil vezes menos a dois milhões e meio de vezes menos potente que o estrogênio in vitro (ou seja, em testes fora do corpo).

Os testes in vivo (dentro de um corpo) mostram que essa "potência" é ainda menor. Ela varia de cem mil vezes menos a totalmente inativo - e aqui, os parabenos foram injetados dentro da pele. Em produtos aplicados na superfície da pele espera-se - logicamente - uma atividade ainda mais baixa.

Você está preocupada em limpar 100% dos silicones e outros agentes condicionantes entre uma lavagem de cabelo e outra? Por quê? Vem saber a verdade que nunca te contaram sobre limpeza do cabelo.

Parabenos são liberados ou proibidos para Low Poo e No Poo?


Essa é uma pergunta bastante comum. Muitas pessoas pensam que parabenos são proibidos para Low Poo e No Poo.

Parabenos são 100% solúveis em água e 100% enxaguáveis. Não são proibidos nem para Low Poo e nem para No Poo.

Há, muitas vezes, uma confusão entre o Curly Girl Method (o método de cuidados da Lorraine Massey),  e as "regrinhas" do No Poo e do Low Poo.

Você sabia que Lorraine Massey não inventou o Low Poo? Entenda.

No C.G.M. o uso de parabenos é proibido, baseado nas interpretações equivocadas do estudo da Dra. Philippa D. Darbre e colegas.

Nas técnicas Low Poo e No Poo, como o foco é na diminuição das agressões que o cabelo sofre diariamente, os parabenos não oferecem nenhum risco.

Os parabenos não são proibidos nestas técnicas, justamente porque não causam nenhuma agressão, não danificam o cabelo, são absorvidos pelos fios e não causam build up (acúmulo de resíduos no cabelo). Se você não sabe o que é acúmulo de resíduos no cabelo, clique aqui para conferir.

Você pode escolher não usar os parabenos, ou algum outro ingrediente que você quer evitar, por qualquer motivo, mas (no caso dos parabenos) eles não são proibidos para essas duas técnicas.

É confuso, a gente sabe, porque tem muita gente que fala de Low Poo e No Poo sem se aprofundar, mas aqui no Cabeleira em Pé, Low Poo e No Poo, pode confiar, as técnicas são nossa especialidade (e paixão) há mais de 5 anos.

Por esse motivo a gente escreveu, com a Diana da Liga das Crespas e Cacheadas, que aparece na foto no início desse post, um ebook com 10 mitos sobre Low Poo e No Poo - incluindo as informações que você leu aqui sobre os parabenos, mitos e realidade.

Se você quer fazer bonito e desmistificar ainda mais sobre as técnicas, clique no banner aqui embaixo e baixe gratuitamente nosso ebook de mitos sobre Low Poo e No Poo.

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Referências


¹ Darbre, P. D., Pope, G. S., Coldham, N. G., Aljarrah, A., Miller, W. R., & Sauer, M. J. (2004). Reply to Robert Golden and Jay Gandy. Journal of Applied Toxicology, 24(4), 299–301. https://doi.org/10.1002/jat.986
² Coelho, C. S. (2013). Parabenos : convergências e divergências científicas e regulatórias. Dissertação para título de Mestre em Toxicologia Aplicada à Vigilância Sanitária. Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências da Saúde.
³ Silva, Rayne Louise Fernandes. (2016) Alergias Alimentares: Uma Revisão Integrativa Com Foco Sobre As Proteínas Do Leite E Do Ovo. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de graduação em Nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito final para obtenção do título de Graduação em Nutrição.
⁴ EJ Routledge, J Parker, J Odum, J Ashby & JP Sumpter. (1998). Some alkyl hydroxy benzoate preservatives (parabens) are estrogenic. Toxicol Appl Pharmacol., 153(1):12-9

sábado, 5 de setembro de 2020

Você realmente entende de Low Poo e No poo?


quiz - No Poo e Low Poo

Quanto você sabe DE VERDADE sobre No Poo e Low Poo?

este texto contém links afiliados

O post de hoje deu bastante trabalho, e surgiu de uma brincadeira que bombou lá no nosso Instagram Stories.

É uma experiência de diferente do que você costuma ver aqui no Cabeleira em Pé.

Isso porque prepararmos um quiz pra testar os seus conhecimentos sobre Low Poo e No Poo, o que você acha? Quer encarar esse desafio?

Então aproveite o questionário abaixo, responda 10 perguntinhas cabeludas sobre Low Poo e No Poo e confira sua pontuação no final.

Se, ao escolher a sua resposta, ela estiver incorreta, o "?" se transformará em um "X" e se ela estiver correta o "?" se transformará em um "✔" - depois disso é só clicar em "Próxima Pergunta" para responder às perguntas seguintes.

Quando terminar, use o campo de comentários para contar pra a gente qual foi a sua pontuação, ela aparecerá na linha do topo do quiz. A pontuação máxima é 100%.


Então, vamos lá! Se jogue nesse quiz e boa sorte!

Responda o questionário da caixa azul abaixo e descubra: Quanto você realmente sabe sobre Low Poo e No Poo?














terça-feira, 28 de julho de 2020

Máscara Firme é melhor que Máscara Molenga?

Creme de Pentear Grosso - Texturas de produtos e Agentes Reológicos

Máscara, Condicionador e Creme para Pentear: você prefere textura firme ou rala?




"Olha só, dá para virar o pote... não cai!"

Essa frase já virou uma frase quase-padrão em resenhas de produtos para o cabelo, não é verdade?

A textura de um produto, em especial cremes de tratamento e cremes para pentear, virou um ponto que muitas pessoas observam na hora de comprar produtos para o cabelo.

Mas será que uma máscara mais firme é necessariamente melhor que um produto mais ralinho?


Emulsões: Por que o creme é 'cremoso'?




Produtos em creme (condicionadores, co wash, máscaras...) costumam associar ingredientes oleosos e aquosos.

Água e óleo, como se sabe, são ingredientes que não se misturam em situação normal.

Mas, com a ajudinha de substâncias chamadas emulsificantes, é possível fazer com que óleos e água se misturem e formem emulsões.

Uma das características das emulsões (essa mistura homogênea de água e óleo) é que ela costuma ter uma textura mais cremosa do que a água.

Talvez por esse motivo, alguma pessoas associam produtos com texturas mais firmes com produtos melhores, ou mais ricos em óleos, mas isso não é bem assim.


Agente Reológico: Que palavrão é esse?


Muitas vezes, a emulsão resultante da mistura da água, dos óleos, dos emulsificantes e dos demais ingredientes de um creme para cabelo não resulta na textura final que o formulador gostaria.

Às vezes, a mistura fica muito aguada, ou gosmenta... enfim, a aparência final do produto não é a que se esperava.

A fórmula não precisa ser repensada do zero, podemos mudar a textura do produto com a ajuda de ingredientes que agem especificamente nessa função: os agentes reológicos.

Essas substâncias não costumam ter funções cosméticas para os fios, ou seja, não alteram a eficácia do produto. Elas mudam apenas a textura, alteram somente a viscosidade do produto.

Os espessantes são, provavelmente, a classe mais conhecida de agentes reológicos.


Sua máscara firme nem sempre é melhor, ela pode ter sido formulada para ser mais grossa, e nada mais!


Grandes empresas de cosméticos investem bastante dinheiro em pesquisas.

Essa indústria está sempre preocupada em entender o que suas clientes querem e de que forma podem oferecer essa experiência.

O uso de agentes reológicos, de ingredientes que modificam a textura de produtos, já foi (e ainda é) bastante utilizado como forma de entregar texturas que atendam a determinadas tendências.

É o caso, por exemplo de máscaras com efeito teia. Uma tendência altamente dependente de agentes reológicos. A textura era o principal chamariz de marketing destes produtos.



São tendências... máscara de efeito teia, máscara em gel, shampoo slime, condicionador em espuma, máscara líquida, creme de pentear em pasta...

Algumas dessas tendências se consolidam, mas outras passam: como se nunca tivessem existido, ninguém mais lembra delas.

É inegável que hoje existe uma presunção de que produtos mais fluídos são mais fracos que produtos com textura firme.

Mas - como já foi possível perceber com o material desse texto - a textura pode ser modificada sem melhorar ou piorar o efeito de um produto.


Mas a textura do meu creme para pentear tem a ver só com tendências e marketing?


Texturas diferentes podem estar à serviço de tornar um produto mais funcional, vamos citar alguns exemplos.

Cremes para pentear de potão, por exemplo, são mais fáceis de manusear quando têm uma textura mais firme, não é verdade? Fica mais fácil tirar do pote uma pasta mais grossa do que um creme molenga.

Outro exemplo de produto em que a textura é importante é no ramo das tinturas.

A mistura final precisa ser molinha o suficiente para ser fácil de espalhar rápido no cabelo seco, mas depois de aplicada, a tintura não pode ficar escorrendo, senão acaba manchando a pele, a roupa, o chão, e os móveis; porque não para de pingar.



Co wash e shampoo, por outro lado, podem se beneficiar de uma formulação mais gosmenta.

Dessa forma o produto não escorre entre os dedos (como uma fórmula líquida faria), mas também não é grossa a ponto de ficar difícil de espalhar no couro cabeludo.

O sal de cozinha - por exemplo - é usado em alguns shampoos justamente para deixar a fórmula menos aguada e com essa textura mais viscosa.


A mudança de textura não mudaria a minha forma de me relacionar com um produto. Será?




Um último ponto importante da nossa relação com texturas de produtos tem a ver com como a gente reage diante de certas texturas, o aspecto sensorial aplicado à experiência com o produto.

Recentemente, falando de um shampoo infantil com textura slime - bem gosmento mesmo - lembro de Tamires Maia e Mille (do Diário de Mille) falando do quanto essa textura despertava sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo se tem curiosidade de tocar aquela gelecanojinho da textura viscosa que o produto tem.

Não é à toa que o mercado de produtos de luxo costuma investir bastante no desenvolvimento de certas texturas.


É só prestar atenção na forma como produtos caros costumam ser descritos. Usam-se expressões como: textura leve e aveludada, textura encorpada e rica, textura sensual e acetinada...

A textura - mesmo que você nunca tenha prestado atenção - altera a nossa percepção de valor de um produto, mas não altera - necessariamente - a sua performance.

Olhe para a textura do ponto de vista dos benefícios sensoriais e funcionais que ela pode oferecer, porque (infelizmente) não dá para saber se um produto é bom apenas pela avaliação da textura.

Quem vê cara, não vê coração e quem vê textura, não vê composição.

Você já comprou um produto por causa da textura dele? Conta pra gente aqui nos comentários que produto foi esse e o motivo da textura dele ter chamado a sua atenção.

Interaja conosco na sua rede social favorita! Segue a gente:

terça-feira, 31 de março de 2020

Hidratação com Glicerina | Umidade do Ar - Mito?

Hidratação com Glicerina - A Umidade do Ar influencia ou não

Hidratação com Glicerina e Umidade do Ar: Glicerina pode ressecar o cabelo?




Muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo, nos perguntam se é verdade ou mito que a glicerina depende da umidade do ar para hidratar o cabelo.

Apesar deste ser um assunto recorrente em blogs de beleza, não encontramos materiais que citassem estudos ou evidências para esta afirmação.

Para dificultar ainda mais, a grande maioria dos periódicos sobre a substância cita apenas a sua dinâmica na pele.



Isso dificulta a discussão pois os cabelos são compostos de um tecido muito diferente da pele e seria imprudente extrapolar os dados destes estudos para os cabelos.

A gente te promete que - apesar do papo ficar mais técnico daqui pra frente - a gente sempre faz de tudo pra oferecer uma linguagem bem acessível quando falamos de teorias científicas.

É importante frisar também que - por não haver material técnico específico sobre o assunto, este post não pretende ser uma resposta definitiva para esta questão.

Mantemos a abertura de sempre para discussão deste assunto, beleza?


Como funciona a Hidratação com Glicerina - depende ou não da umidade do ar
Hidratação com Glicerina:
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Antes de mais nada: Como funciona a Glicerina?


A glicerina é uma substância amplamente utilizada em medicamentos e cosméticos em diversas funções.¹

Nos cosméticos, a glicerina é amplamente usada como umectante, ou seja, ela é usada como uma substância hidratante.

Isso porque a glicerina tem a capacidade de 'atrair' e 'prender' água - característica chama de higroscopia

Nessa função, costuma ser usada em concentração de 20% a 25%.²

Resumindo, a função da glicerina é a de hidratar: prender umidade nos cabelos.



Umidade do ar e Hidratação com Glicerina: Verdade ou Mito?


A glicerina atrai água, isso a gente já explicou anteriormente. Ela tem essa 'sede' de água porque é a partir das moléculas de água que ela se estabiliza.

Lembra das aulas de química e da professora ou professor lá na frente te dizendo que as substâncias buscam estabilidade?

Quando diluímos glicerina em água, ela 'agarra' as moléculas de água e se torna estável.

Seria necessário uma quantidade muito alta de energia para que a glicerina 'soltasse' as moléculas de água que prendeu - porque uma substância não se 'desestabiliza' à toa.

Alguns estudos tentam fazer essa separação (da glicerina ligada à água) usando enzimas, ácido e altíssimas temperaturas - por exemplo.


Hidratação com Glicerina: Como ocorre?


Hidratação com Glicerina dicas e Umidade do Ar
Hidratação com Glicerina:
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A hidratação dos cabelos não ocorre necessariamente com a glicerina 'puxando' umidade do ar.

O que se espera é que as moléculas de glicerina já ligadas com a água, mantenham a umidade junto aos fios a medida que ele seca - impedindo que parte da água dos cabelos molhados evapore.

Por isso é importante que a glicerina seja adicionada - não pura - mas na presença de bastante água, para que já entre em contato com os cabelos com as moléculas de água presas à ela, entendeu?

Um site gringo que a gente confia bastante chamado The Natural Haven, indica que se você usar glicerina em misturinhas caseiras do tipo borrifador, o uso deve começar em uma diluição de 3 partes de água para 1 parte de glicerina.

Se você não gostar do resultado, que pode ficar grudento, você vai aumentando a quantidade de água.



O outro lado da história: Hidratação com Glicerina vs. Umidade do Ar


O contra-argumento ao que descrevemos acima é o de que a hidratação com glicerina deveria ser usada apenas em climas úmidos e evitada em situações de baixa umidade do ar.

Teoriza-se que a glicerina, em ambientes secos, tiraria a umidade dos fios e 'doaria' ela para o ambiente, ressecando o cabelo.

Nosso questionamento é justamente esse: qual o processo químico que justificaria esse 'desprendimento' da glicerina em relação à água? Por que ao 'absorver' a água do cabelo ela 'soltaria' essa umidade para o ambiente?

Achamos que essa informação pode ter sido mal interpretada a partir da interação do glicerol (uma substância que é como se fosse uma glicerina não-diluída) com superfícies úmidas, onde o glicerol 'roubava' a umidade da superfície para se estabilizar, mas não havia 'doação' dessa água para o ambiente.

Caso você ainda fique com um pé atrás em relação ao uso da glicerina em clima seco, pode fazer suas hidratações no verão usando uma touca plástica e criando um ambiente úmido dentro da touca. Já no inverno, o vapor durante o banho quente cria um ambiente perfeitamente úmido.

RCCC3:
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Glicerina: O que você acha?




Participe da discussão! Use o campo de comentários e divida com a gente as suas experiências com a glicerina.

Já sentiu algum ressecamento usando essa substância? Acha que a umidade do ar pode ter a ver com isso?

Costuma fazer receitinhas caseiras de hidratação com glicerina? Qual a sua misturinha favorita?

Lembre que em qualquer situação glicerina ama água então na hora de aplicá-la nos fios não esqueça de criar um ambiente super-hiper-mega molhado!

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Referências


¹ Rowe, R. C., Sheskey, P. J., Owen, S. C., & American Pharmacists Association. (2009). Handbook of pharmaceutical excipients. APhA/Pharmaceutical Press.
² Knowlton, J., & Pearce, S. (n.d.). Handbook of cosmetic science and technology. Elsevier.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Sem Sulfatos e Sem Petrolatos 2019: Lançamentos Liberados - Parte 11


Lançamentos Low Poo e No Poo 2019 - Produtos sem 'sulfatos' e sem 'petrolatos'




Chegou aquele dia da semana: segurem as suas carteiras porque tem post novo de Lançamentos Liberados no Cabeleira em Pé!

Se sua carteira tem vida própria e se apega aos lançamentos sem ligar pro preço deles, mantenha ela longe desse post porque tem muita novidade bacana de produtos liberados para No Poo e Low Poo.

São produtos da Lola, The Body Shop, Forever Liss, Salon Line, Dove e Quem Disse Berenice - tudinho sem sulfatos, sem petrolatos e muita coisa sem silicone.

No final desse post ainda tem um textinho sobre pH, mais especificamente sobre pH de shampoos.

Será que shampoo precisa mesmo ter pH "alto" para limpar os cabelos? Descubra nos últimos parágrafos dessa postagem.


Shampoo e Condicionador Drama Queen Coco - Lola Cosmetics


A Lola tem uma coleção de máscaras chamadas "Drama Queen" e - aparentemente - essa coleção vai crescer. As primeiras adições à nova coleção são o Shampoo e o Condicionador Drama Queen Coco. Os produtos foram pensados para cabelos secos e fragilizados e contém água de coco e manteiga de karité. Seguindo sua nova bússola, ambos os produtos tem fórmula norteada por parâmetros de certificadoras de produtos naturais.  #lolamaisnatural


Shampoo (Low Poo) e Condicionador (No Poo e Co Wash) Drama Queen Coco - Lola Cosmetics

Ingredientes Shampoo e Condicionador Drama Queen Coco - Lola Cosmetics


Composição Shampoo Drama Queen Coco - Lola Cosmetics (Low Poo): Aqua/Water/Eau, Cocos Nucifera Water, Butyrospermum Parkii (Shea) Butter, Cocos Nucifera (Coconut) Oil, Cocos Nucifera Fruit Extract, Guar Hydroxypropyltrimonium Chloride, Lauryl Glucoside, Disodium Cocoyl Glutamate, Glycerin, Citric Acid, Dehydroacetic Acid (and) Benzoic Acid (and) Benzyl Alcohol Fragrance/Parfum, Coumarin.

Composição Condicionador Drama Queen - Coco (No Poo): Aqua/Water/Eau, Cocos Nucifera Water, Butyrospermum Parkii (Shea) Butter, Cocos Nucifera (Coconut) Oil, Cocos Nucifera Fruit Extract, Cetyl Esters, Cetearyl Alcohol, Behenamidopropyl Dimethylamine, Isoamyl Cocoate, Glycerin, Lactic Acid, Citric Acid, Dehydroacetic Acid (and) Benzoic Acid (and) Benzyl Alcohol, Fragrance/Parfum, Coumarin.


Condicionadores Gengibre e Morango - The Body Shop (No Poo)


Tem condicionadores novos na coleção da The Body Shop, e olha que bacana, mais uma vez, liberados para Low Poo, No Poo e co wash, Todas comemora! O Condicionador de Gengibre é adstringente e tem casca de bétula, extratos de salgueiro branco e aloe vera. Já a versão de Morango tem suco de morango e aloe vera.

Condicionadores Gengibre e Morango- The Body Shop (No Poo e Co Wash)

Ingredientes Condicionadores Gengibre e Morango- The Body Shop (No Poo e Co Wash)


Composição Condicionador De Gengibre - The Body Shop (No Poo): Aqua/Water/Eau, Cetearyl Alcohol, Cetrimonium Chloride, Phenoxyethanol, Hydroxyethylcellulose, Panthenol, Lecithin, Propylene Glycol, Parfum/Fragrance, Salix Alba Bark Extract/Willow Bark Extract, Aloe Barbadensis Leaf Juice Powder, Linalool, Limonene, Betula Alba Bark Extract, Zingiber Officinale Root Oil/Ginger Root Oil, Citronellol, Citral.

Composição Condicionador de Morango - The Body Shop (No Poo): Aqua/Water/Eau, Cetearyl Alcohol, Behentrimonium Chloride, Cetyl Esters, Glycine Soja Oil/Soybean Oil, Parfum/Fragrance, Glycerin, Isopropyl Alcohol, Phenoxyethanol, Fragaria Vesca Juice/Strawberry Juice, Aloe Barbadensis Leaf Juice Powder, Pentaerythrityl Tetra-Di-T-Butyl Hydroxyhydrocinnamate, Chlorhexidine Digluconate, Citric Acid, Salicylic Acid, CI 14700/Red 4, CI 19140/Yellow 5.



Condicionador e Máscara Leite de Baobá - The Body Shop


A linha de Baobá da The Body Shop cresceu para além dos cuidados com a pele, agora também vai cuidar dos seus cabelos. Conheça o condicionador e a máscara da linha Baobá (ambos liberados para Low Poo, No Poo e co wash), com extrato de baobá e fragrância neutra, os produtos prometem nutrição, brilho, leveza e controle do frizz.

Condicionador e Máscara Leite de Baobá - The Body Shop (No Poo)

Ingredientes Condicionador e Máscara Leite de Baobá - The Body Shop (No Poo)


Composição Condicionador Leite de Baobá - The Body Shop (No Poo): Aqua, Glycerin, Hydrolized Adansonia Digitata Seed Extract, Quartenium-22, Behentrimonium Chloride Cetearyl Alcohol, Cetyl Hydroxyethylcelulose, Parfum, Phenoxyetanol Caprylyl Glycol, Citronellol, Linalool, Benzyl Salicylate, Dissodium EDTA, Coumarin, Alpha Isomethyl Ionone, Limonene.

Composição Máscara Leite de Baobá - The Body Shop (No Poo): Aqua, Hydroxypropyl Starch Phosphate, Distearoylethyl Hydroxyethylmonium Methosulfate, Cetearyl Alcohol, Hydrolized Adansonia Digitata Seed Extract, Cetyl Alcohol, Behentrimonium Chloride, Parfum, Phenoxyethanol, Caprylyl Glycol, Citronellol, Linalool, Benzyl Salicylate, Dissodium EDTA, Coumarin, Alpha Isomethyl Ionone, Sodium Hydroxide, Limonene.

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Máscara Hidratante de Mandioca Power Life - Forever Liss (Low Poo)


Tem potão da Forever Liss na área! Essa é a nova Máscara Hidratante de Mandioca Power Life, enriquecida com extratos de mandioca e jaborandi, a máscara é liberada para Low Poo e No Poo, além de poder ser usada para co wash. A indicação no cronograma capilar é na etapa de hidratação.

Em contato com a marca fomos informados que houve um erro na impressão do rótulo do produto. A Forever Liss garante que o produto não contém Paraffinum Liquidum - ingrediente proibidos para Low Poo e No Poo - apesar da listagem do rótulo conter esse ingrediente. A marca afirma ainda que está corrigindo esse erro de impressão e que a composição correta é a que está listada abaixo.

Parece mágica... Confira aqui a Resenha do Spray bifásico Magia de Unicórnio da Forever Liss.

Máscara Hidratante de Mandioca Power Life - Forever Liss (No Poo)

Ingredientes Máscara Hidratante de Mandioca Power Life - Forever Liss (No Poo)


Composição Máscara Hidratante de Mandioca Power Life - Forever Liss (No Poo): Aqua, Disodium EDTA, Glycerin, Cetearyl Alcohol, Cetyl Alcohol, Ceteareth20, Cetrimonium Chloride, BHT, Methylchloroisothiazolinone (And) Methylisothiazolinone, Manihot Esculenta Extract, Pilocarpus Microphyllus Extract, Citric Acid, Parfum.


Máscaras Matizadora Profissional - Salon Line (Cobre e Preto)


Para intensificar e realçar o tom dos cabelos, a Salon Line apresenta uma nova linha de matizadores profissionais. No momento, as cores disponíveis são o Cobre e o Preto. O tempo de pausa determinará a intensidade da cor e varia de 5 a 20 minutos.

Máscaras Matizadora Profissional - Salon Line - Cobre e Preto (Low Poo)

Ingredientes Máscaras Matizadora Profissional - Salon Line - Cobre e Preto (Low Poo)


Composição Máscara Matizadora Profissional Cobre - Salon Line (Low Poo): Aqua, Glycerin, Ethoxydiglycol, Citric Acid, Behentrimonium Chloride, Cocos Nucifera Oil, BHT, Glycine Soja Oil, Cetearyl Alcohol, Cetrimonium Chloride, Argania Spinosa Kernel Oil, Methylchloroisothiazolinone, Methylisothiazolinone, Dimethicone, Amodimethicone, Trideceth-12, Lycium Barbarum Fruit Extract, Sodium PCA, Sodium Lactate, Arginine, Aspartic Acid, PCA, Glycine, Alanine, Serine, Valine, Proline, Threonine, Isoleucine, Histidine, Phenylalanine, Panthenol, Polyquaternium-37, Parfum, 3-Nitro-p-Hydroxyethylaminophenol, CI19140, HC Blue n°2, Buthylphenyl Methylpropional, Hexyl Cinnamal, Linalool.

Composição Máscara Matizadora Professional Preta - Salon Line (Low Poo): Aqua, Glycerin, Ethoxydiglycol, Citric Acid, Behentrimonium Chloride, Cocos Nucifera Oil, BHT, Glycine Soja Oil, Cetearyl Alcohol, Cetrimonium Chloride, Argania Spinosa Kernel Oil, Methylchloroisothiazolinone, Methylisothiazolinone, Dimethicone, Amodimethicone, Trideceth-12, Lycium Barbarum Fruit Extract, Sodium PCA, Sodium Lactate, Arginine, Aspartic Acid, PCA, Glycine, Alanine, Serine, Valine, Proline, Threonine, Isoleucine, Histidine, Phenylalanine, Panthenol, Polyquaternium-37, Parfum, HC Red n° 3, HC Blue n°2, CI19140, CI 44045, HC Blue n°15, CI 15985, CI 42090, CI 14720, Butylphenyl Methylpropional, Hexyl Cinnamal, Linalool.


Shampoo a Seco e Creme para Petear Day 2 - Dove


A Dove tem uma linha nova de cuidados para o dia seguinte: Isso mesmo! Produtos especialmente desenvolvidos para o day after. O primeiro é um shampoo a seco Day 2 - para quem tem dificuldade de manter a raiz dos fios limpa no dia seguinte a lavagem - e o segundo é o Creme para Pentear Day 2 - para quem acorda com o cabelo amassado e quer dar aquela ajeitadinha no comprimento antes de sair.

Shampoo a Seco (No Poo) e Creme para Petear (Low Poo) Day 2 - Dove

Ingredientes Shampoo a Seco (No Poo) e Creme para Petear (Low Poo) Day 2 - Dove


Composição Shampoo a Seco Dove Day 2 - Dove (No Poo): Butane, Isobutane, Propane, Alcohol, Aluminium Starch Octenylsuccinate, Parfum, Isopropyl Myristate, Silica, Lysine, Tocopheryl Acetate, Citronellol, Limonene, Linalool.

Composição Creme de Pentear Day 2 - Dove (Low Poo): Aqua, Cyclopentasiloxane, Propylene Glycol, Dimethiconol, Polyquaternium Crosspolymer-3, Phenoxyethanol, Parfum, Phenyl Trimethicone, Disodium EDTA, PEI-45 / TMP / Xylene Diisocyanate Crosspolymer, Iodopropynyl Butylcarbamate, Lysine, Tocopheryl Acetate, Citronellol, Limonene, Linalool.


Brilho Cabelo e Corpo Maquiagem Multifuncional - Quem Disse Berenice (No Poo)


Para quem gosta de glitter a Quem Disse Berenice tem uma novidade (literalmente) brilhante. O Brilho Cabelo e Corpo pode ser usado - como o nome sugere - na pele e nos cabelos. O brilho é - segundo a marca - um pó fino e a melhor parte é que a composição não leva plástico, as partículas brilhantes são de Borosilicato - um ingrediente do qual já falamos aqui em outras ocasiões.

Brilho Cabelo e Corpo Maquiagem Multifuncional - Quem Disse Berenice (No Poo)

Ingredientes Brilho Cabelo e Corpo Maquiagem Multifuncional - Quem Disse Berenice (No Poo)


Composição Brilho Cabelo e Corpo Maquiagem Multifuncional - Quem Disse Berenice (No Poo): Talc, Isocetyl Stearoyl Stearate, Caprylic/capric Triglyceride, Silica, Ethylhexylglygerin. [+/- Synthetic Fluorphlogopite, Calcium Sodium Borosilicate, Mica, Ci 77891 (Titanium Dioxide), Tin Oxide].


Low Poo, Shampoos, pH, cutículas e fake-news...


Agradecemos às marcas Lola, The Body Shop, Forever Liss, Salon Line, Dove e Quem Disse Berenice pelo acesso facilitado às suas composições.

Quantas vezes você já ouviu que shampoo precisa ter pH "alto" para limpar o cabelo?

Talvez você não tenha ouvido isso sobre shampoo, mas sobre co wash: algo do tipo 'condicionador para co wash precisa ter pH "alto" para abrir as escamas do cabelo e fazer a limpesa dos fios".

Bem... a gente está aqui pra te dizer que a limpeza não depende de pH alcalino (ou seja, de pH "alto").

Sabões e sabonetes dependem de ambiente de pH alcalino para reação de saponificação, a 'magia' química-alquímica milenar que transforma gorduras em sabões.

Mas, quando falamos de tecnologia contemporânea, de shampoos com surfactantes sintéticos (os detergentes usados comumente em shampoos), estamos lidando com ingredientes de limpeza que atuam em faixas muito mais "baixas" dos que as dos sabões.

Os fios costumam ter uma aparência melhor em faixas acídicas de pH¹,² e tendo essa informação em mente e a tecnologia dos surfactantes sintéticos à mão, a indústria cosmética tem investido na elaboração de fórmulas mais ácidas de shampoos.¹

Vamos falar do porquê certos produtos para cabelo são mais caros que outros? Clique para entender os motivos de um produto custar R$8,00 e outro R$280,00.

Em especial quem tem cabelo denificado, poroso, descolorido e colorido costuma se beneficiar de fórmulas suaves (como os shampoos Low Poo) associados a uma acidez próxima à haste dos fios que gira em torno de 3,67.³

O preocupante - e foi esse o motor para trazer de volta esse assunto - é pensar o quanto certos mitos (é fake-news que chama?) se espalham na comunidade de beleza e cuidados.

Cabelo não depende de alcalinicidade para ser limpo. Existem ótimas fórmulas com pHs fisiológicos e ácidos disponíveis para higienização dos cabelos e pele.



Só para terminar, mais um mito sobre higienização dos fios: cabelo também não depende de "levantamento de cutículas" para a limpeza.

As escamas que formam a cutícula não têm dobradiças, toda a vez que são "abertas" e "fechadas" sofrem danos, e - como muitas pessoas já sabem mas vale a pena reforçar - cabelo é tecido morto: qualquer dano feito ao cabelo é irreversível, você remenda, mas não tem como reparar de forma permanente.

Se você quiser saber mais sobre questão das escamas que formam a cutícula e o quanto "abrir as cutículas" para limpar os cabelos é desnecessariamente danoso, dê um pulinho no Instagram do Cabeleira em Pé e confira o Story dos arquivos chamado Antirresíduos e Cutículas.

E você? costuma observar o pH dos produtos de higiene que você usa? Conta tudinho pra gete aqui embaixo!


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Referências


¹ Kumar, A. & Mali, R. R. (2010). Evaluation of prepared shampoo formulations to compare formulated shampoo with marketed shampoos. International Journal of Pharmaceutical Sciences Review and Research v03 e01.
² Mainkar, A. R. & Jolly, C.I. (2001). Formulation of natural shampoos. International Journal of Cosmetic Science v23 e01.
³ Dias, M. F. R. G. & cols. (2014).The Shampoo pH can Affect the Hair: Myth or Reality? Int J Trichology. 2014 Jul-Sep; 6(3): 95–99. doi: 10.4103/0974-7753.139078